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O dólar alto desanima? Veja modos de economizar em uma viagem internacional

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Ainda dá para viajar para fora do Brasil sem voltar quebrado para casa Imagem: Getty Images/iStockphoto

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

03/07/2018 04h00

O alto preço do dólar deve estar tirando o ânimo de muita gente para realizar uma viagem internacional. Mas existem maneiras de cortar custos e não quebrar a conta bancária na hora de planejar as férias fora do Brasil. Abaixo, veja alguns meios que ajudam o viajante a economizar uma grana no exterior:

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Busca da passagem

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A passagem aérea é um dos itens mais caros de qualquer viagem ao exterior. Mas, atualmente, existem macetes que auxiliam o turista a encontrar bilhetes mais em conta.

Um deles é não deixar para adquirir as passagens para a última hora. "Comprar voos de última hora costuma sair mais caro. Vai ser muito mais custoso comprar uma passagem para amanhã do que para o próximo mês", informa o site Skyscanner, um dos principais sites de busca de bilhetes aéreos do mundo. 

Ter flexibilidade em relação às datas da viagem também ajuda: se você quiser, por exemplo, viajar em um sábado, mas achar que a passagem está cara, pesquise este mesmo voo para os outros dias da semana. É bem capaz que você encontre preços mais baixos. 

Também vale a pena se cadastrar em sites de busca de bilhetes (como Skyscanner e Kayak) para receber seus alertas de preços: com esta ferramenta, o turista recebe mensagens mostrando as alterações de preço da passagem aérea que ele está buscando. Se o valor cair muito, o viajante saberá que é a hora de adquirir o tíquete.

Hospedagem

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Se você tem espírito aventureiro e sociável, por que não se hospedar em um hostel durante suas férias? Uma cama em um quarto compartilhado de hostels bem avaliados de Lisboa, por exemplo, chega a custar menos de R$ 70. Quartos privativos nestes mesmos estabelecimentos são encontrados por menos de R$ 140 --o que, para a Europa, não é um alto preço (um dos melhores sites para buscar bons preços de hostels é o www.hostelworld.com).

Outra opção para quem quiser economizar é o Couchsurfing: trata-se de um site que reúne gente do mundo inteiro que está disposta a hospedar turistas gratuitamente em suas residências (sim, isso existe, mesmo). O tipo de acomodação varia: pode ser desde um quarto privativo extremamente confortável até o sofá da sala da casa. Mas não faltam oportunidades para encontrar uma boa opção de hospedagem: Londres, por exemplo, tem mais de 158 mil anfitriões cadastrados no Couchsurfing (e, no site, é possível ver se estas pessoas foram bem avaliadas por outros turistas que se hospedaram em suas residências).

Além de gratuito, o Couchsurfing pode ser uma experiência enriquecedora, pois o hóspede terá a chance de realizar um intercâmbio cultural direto com seu anfitrião. 

Transporte

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Está na Europa e quer viajar por diversas partes do Velho Continente? Pois saiba que existem, hoje, diversas companhias aéreas de baixo custo operando por lá. Um voo com a empresa Ryanair entre Dublin e Madri, por exemplo, chega a custar 25 euros (cerca de R$ 120). Outras companhias europeias que oferecem passagens com preço econômico são a AirEuropa, a Transavia e a Flybe. E os Estados Unidos também têm as suas: a JetBlue, por exemplo, opera voos bem em conta. 

Se a ideia for viajar por terra, há, atualmente, uma opção interessante para quem quiser economizar e, de quebra, socializar: o Bla Bla Car. Trata-se de um site que conecta donos de carros e turistas que estejam prestes a fazer uma viagem pela mesma rota. Por um preço que costuma ser em conta, o viajante pode pegar uma carona no veículo para ir até seu destino. 

Imagine, por exemplo, que você esteja em Madri e queira ir até Barcelona: no Bla Bla Car, é possível achar motoristas que irão fazer este mesmo roteiro e que cobram menos de R$ 120 para fornecer uma carona nesta viagem (no perfil destas pessoas, é possível ler avaliações de outros turistas que fizeram viagens com elas). Um ônibus entre as duas cidades chega a custar 35 euros (cerca de R$ 160). 

Dicas dos nativos

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Imagem: Getty Images

Se não quiser torrar todo o seu dinheiro em uma viagem internacional, tente não frequentar apenas os restaurantes e bares turísticos das cidades que você está visitando. Pode ter certeza que um café em um bistrô ao lado da catedral de Notre-Dame (em Paris) ou uma cerveja em um dos estabelecimentos da piazza San Marco (em Veneza) custarão pequenas fortunas. 

Uma boa ideia é descobrir os lugares legais frequentados pelos moradores do destino de sua viagem. No site Spotted By Locals, por exemplo, é possível conhecer bares, restaurantes e baladas que são apreciados por gente que vive em locais como Montreal, Lisboa, Colônia, Boston e Roma. 

São estabelecimentos onde, provavelmente, você irá comer e beber bem sem pagar aquele preço abusivo que, às vezes, é cobrado de turistas. Na parte da capital italiana, há a indicação de um restaurante onde o turista pode comprar um prato de massa por apenas 4 euros (e que fica bem ao lado das Escadarias da Piazza di Spagna, um dos principais cartões-postais romanos). 

Cartões de desconto

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Pagar ingresso para entrar nos principais cartões-postais de um destino turístico pode sair caro. Mas a boa notícia é: em diversas cidades do mundo, é possível comprar passes que oferecem descontos para o viajante que queira visitar seus seus principais atrativos.

Londres (na foto), por exemplo, tem o London Pass, que dá acesso a locais como a Torre de Londres, ao Palácio de Kensington, à Abadia de Westminster, ao zoológico da cidade e até um passeio de barco pelo rio Tâmisa. O passe custa menos do que a soma dos preços dos ingressos de todas estas e outras atrações que estão incluídas no pacote.

Outras cidades turísticas do mundo têm passes parecidos, como Lisboa (com o Lisboa Card), Nova York (com o City Pass) e Berlim (com o Berlin Pass).  

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