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Castelos de Portugal: veja um roteiro além do óbvio para fazer no Mondego

Ricardo Ribeiro

Colaboração para o UOL, em Portugal

21/02/2018 04h00

Portugal, que está entre os destinos favoritos dos brasileiros, tem uma série de castelos famosos: o Castelo de São Jorge, em Lisboa, ou o dos Mouros, em Sintra, por exemplo. Mas, além deles, há fortificações da chamada linha defensiva do Mondego, na região central do país. Veja ideias para visitar

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Castelo de Montemor-o-velho

Ricardo Ribeiro
Imagem: Ricardo Ribeiro

Documentos do século 10 descrevem “Montmayur” como uma poderosa fortaleza. De origem muçulmana, o local de posição estratégica foi cobiçado e palco de inúmeros combates. Passou aos cristãos em 1604, sendo expandido após 1071 ao ser entregue pelo rei D. Afonso 6º a D. Sesnando Davides, então governante da região central. Além do castelo para as tropas, há uma ampla parte interna protegida por uma vasta muralha que abrigava a população local durante ataques muçulmanos. Há uma capela, torres de guarda e uma vista panorâmica da região.

Castelo de Soure

Ricardo Ribeiro
Imagem: Ricardo Ribeiro

Ao contrário do que é costume em castelos medievais, o de Soure foi construído em uma zona plana. O objetivo era ficar próximo do ponto de confluência dos rios Anços e Arunca, braços do Mondego. Foi construído pelo governador D. Sesnando Davides após 1064 e expandido por D. Gualdim Pais, mestre templário, em 1156.

Castelo de Germanelo

Divulgação
Imagem: Divulgação

No topo de um monte, o castelo de Germanelo ocupa uma posição estratégica no controle de um dos principais acessos à cidade de Coimbra. São 367 metros de altitude e amplo domínio visual sobre o vale do Rabaçal. Foi construído em 1142. Germanelo é um dos que mais sofreu a ação do tempo e, entre ruínas, resta apenas uma das paredes intacta.

Castelo de Penela

Getty Images
Imagem: Getty Images

A reconquista de Coimbra, em 1064, conferiu à fortificação um papel decisivo na defesa da cidade pela sua posição estratégica na estrada que ligava o Baixo-Mondego a Pombal e Santarém, o que tornava Penela um ponto de passagem obrigatório dos exércitos muçulmanos. Em 1408, Penela é doada pelo rei D. João I ao seu filho, o Infante D. Pedro. A ele se deve a renovação da Igreja de São Miguel, bem como a construção de um paço no interior do castelo, hoje totalmente desaparecido.

Coimbra

Ricardo Ribeiro/UOL
Imagem: Ricardo Ribeiro/UOL

No alto da colina, às margens do Mondego, está uma das universidades mais antigas da Europa. No entanto, a transformação dos edifícios do século 11 em palácios e, mais tarde, em faculdades e bibliotecas, fez desaparecer o castelo original nos séculos seguintes até finais do 18. No centro da cidade, ainda é possível ver parte das muralhas deste período e uma das torres de proteção, a torre Almedina.

Miranda do Corvo

Divulgação
Imagem: Divulgação

Uma torre e uma cisterna são hoje os únicos vestígios materiais do antigo castelo de Miranda do Corvo. Assim como Montemor, o local sofreu violentos ataques em 1116 e 1117, chegando a ser cercado e conquistado pelas forças árabes. Boa parte da população foi morta e voltaria a crescer apenas em 1136, já sob domínio cristão, quando o rei D. Afonso Henriques concedeu status de cidade ao local para promover o povoamento.

Castelo de Lousã

Ricardo Ribeiro/UOL
Imagem: Ricardo Ribeiro/UOL

O Castelo de Arouce, conhecido como Castelo de Lousã a partir do século 16, foi construído no topo de um monte escarpado na margem direita do rio Arouce. O vilarejo existia desde 943 e a fortificação também começou após a reconquista cristã de 1604 sob o governo de D. Sesnando Davides.

Pombal

Ricardo Ribeiro/UOL
Imagem: Ricardo Ribeiro/UOL

O Castelo de Pombal foi erguido por D. Gualdim Pais, mestre da Ordem dos Templários, em 1156. Destaque para a muralha reforçada e com nove torreões, pontos mais elevados que aumentam o campo de visão e protegem as esquinas, particularmente frágeis em qualquer castelo. Já no século 19 o Castelo de Pombal foi atacado por tropas napoleônicas e seriamente danificado, sendo restaurado a partir de 2009.

Há ainda uma fortaleza na cidade de  Figueira da Foz, onde o rio Mondego deságua no mar, e outras estruturas menores na região.

Como chegar

No site da Rede de Castelos e Muralhas do Mondego, formada para preservação dos monumentos é possível obter mais informações sobre a história de cada um, horários de visitação, preços, locais para comer e opções de hospedagens. Também é possível criar rotas de visitação personalizadas em um mapa.

A região central fica a cerca de 200 km de Lisboa e a 120 km do Porto. O acesso é fácil de carro, trem ou ônibus.

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