UOL Viagem
 
23/12/2009 - 13h35

Ministro vê ameaça de colapso em aeroportos na Copa

Brasília - O ministro dos Esportes, Orlando Silva, disse hoje, em entrevista coletiva, que pode haver um colapso nos aeroportos em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, caso o cronograma de obras e reformas da Infraero sofra algum atraso. De acordo com o ministro, algumas das obras do cronograma de investimentos para a Copa de 2014 têm previsão de serem entregues no ano dos jogos.

"O cronograma da Infraero é absolutamente justo, é um cronograma que tem de ser cumprido religiosamente sob pena de vivermos um colapso na Copa de 2014", ressaltou o ministro, sem informar, porém, quais obras são estas. O ministro observou ainda que, com a superação da crise financeira e a perspectiva de crescimento econômico, a demanda nos aeroportos deve crescer bastante até 2014. Além disso, afirmou o ministro, no Brasil, "diferentemente da Alemanha" (onde aconteceu a última Copa), as pessoas não devem viajar de uma cidade para outra de trem ou de carro, por causa do tamanho (distâncias) do Brasil.

Orçamento

O ministro Orlando Silva também criticou o Orçamento de 2010 para o Ministério dos Esportes, aprovado ontem pelo Congresso Nacional. Durante a votação, pressionado pelos partidos de oposição, o relator do projeto, deputado Geraldo Magela (PT-DF), retirou do texto todas as emendas de sua autoria destinadas para investimentos em vários setores e redistribuiu o dinheiro proporcionalmente entre as bancadas estaduais.

De acordo com o ministro, com esta alteração, os investimentos para infraestrutura esportiva, antes previstos no projeto em R$ 200 milhões, caiu para apenas R$ 8 milhões. Segundo o ministro, este dinheiro seria importante para a preparação do País para as Olimpíadas de 2016.

"Por causa de uma pressão, uma chantagem da oposição - porque a oposição chantageou o governo ameaçando derrubar a votação do congresso - o resultado foi, no nosso caso, uma mexida no orçamento que vai atrapalhar a preparação do Brasil para os jogos olímpicos de 2016", criticou Silva.

Veja também

Carregando...