UOL Viagem

12/01/2009 - 17h35

Dólar comercial avança 1,01% e fecha cotado a R$ 2,294

São Paulo - Os negócios no mercado de câmbio doméstico aumentaram em relação a sexta-feira e o dólar retomou a alta ante o real, em sintonia com o comportamento da moeda americana em relação ao euro e à libra. No exterior, a moeda americana ganhou suporte positivo da demanda de investidores, que reduziram posições em matérias-primas (commodities) e em ações nas bolsas pelo mundo todo, cujos preços declinaram.

O dólar comercial fechou em alta de 1,01%, cotado a R$ 2,294. Na BM&F, o dólar negociado à vista avançou 1,10% e terminou a sessão a R$ 2,2959. O giro financeiro total cresceu 227% em relação ao anterior, para cerca de US$ 2,009 bilhões.

A maior pressão sobre o dólar comercial foi registrada à tarde, quando a cotação bateu a máxima de R$ 2,329 (alta de 2,55%) e levou o Banco Central a fazer o primeiro leilão de venda direta de moeda americana no mercado à vista deste ano. Na operação, a autoridade monetária pode ter vendido cerca de US$ 180 milhões; e a taxa de corte de R$ 2,318 foi inferior ao preço do dólar naquele momento, de R$ 2,326 (+2,42%). "Essa atuação ajudou a tirar força da moeda", disse um operador de uma corretora em São Paulo.

Contudo, os investidores predominantemente posicionados na compra no mercado futuro de dólar defenderam suas posições, enquanto novos participantes do mercado abriram apostas no avanço da moeda, estimulados pelas quedas de preços das commodities e das ações pelo mundo, disse um operador de uma corretora em São Paulo. Esse movimento "especulativo", segundo a fonte, ajudou a manter a moeda em terreno positivo na sessão. Já o déficit de US$ 12 milhões na balança comercial no mês até o dia 11 confirmou o que o mercado esperava, e teve efeito de alta limitado sobre o dólar. Segundo o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, as exportações somaram US$ 2,958 bilhões no período e as importações, US$ 2,970 bilhões.

Outros fatores externos também pesaram para a correção do dólar, segundo os operadores consultados pela Agência Estado. Entre eles, a espera dos investidores de um balanço ruim da Alcoa hoje, que abre após o fechamento das bolsas nos EUA a safra de balanços corporativos do quarto trimestre; a colocação pela S&P em observação para possível rebaixamento no curto prazo da classificação da dívida soberana de longo prazo em moeda estrangeira e em moeda local da Espanha, ambos AAA; e a expectativa nesta semana de dados fracos sobre a economia dos EUA, como o índice de preços ao produtor, o índice de preços ao consumidor, o índice de sentimento do consumidor da Universidade de Michigan e o índice de vendas no varejo.

Em Nova York às 17h18 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,3360, de US$ 1,3457 na sexta-feira; a libra recuava a US$ 1,48465, de US$ 1,51665 anteriormente; e o dólar recuava a 89,16 ienes, de 90,45 ienes na sexta-feira, pressionado pelo sentimento de aversão ao risco.

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