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23/04/2008 - 17h32

Dólar fecha em leve baixa, cotado a R$ 1,658

De São Paulo
O dólar terminou o dia em baixa em relação ao real, em reação à negativa do Ministério da Fazenda sobre novo aumento da alíquota de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para aplicações de estrangeiros em renda fixa e títulos do Tesouro Nacional. O ambiente externo melhor também contribuiu para a depreciação do dólar. As cotações oscilaram pouco durante a sessão, entre a estabilidade e leves quedas, mostrando um mercado "travado", que parece ter encontrado certo equilíbrio no patamar de R$ 1,657/R$ 1,658, observou um operador. Com a fraca volatilidade dos preços, o giro total à vista manteve-se relativamente fraco, em cerca de US$ 2,469 bilhões.

No fechamento, o dólar comercial valia R$ 1,658, ou -0,18% em relação ao fim dos negócios ontem. Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar negociado à vista também encerrou a R$ 1,658, em queda de 0,15%.

As bolsas de valores na Europa e Estados Unidos subiram na esteira de balanços corporativos melhores do que o esperado e da volatilidade do petróleo. Esse cenário positivo nos mercados financeiros no exterior contribuiu para a valorização do real ante a moeda americana. Do lado corporativo, os resultados de destaques foram o aumento no lucro da Boeing no primeiro trimestre, que contrabalançou a desaceleração doméstica nos EUA com forte presença internacional, e o resultado do Yahoo!, publicado ontem à noite, que mostrou fortalecimento contínuo do setor de tecnologia.

No Brasil, a expectativa com a divulgação amanhã da ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana passada, que elevou a taxa básica de juros em 0,50 ponto porcentual, para 11,75% ao ano, também encorajou as ofertas de dólar no mercado cambial, disseram as fontes consultadas. Isso porque há percepção de que o documento poderá sinalizar que a alta recente do petróleo e dos produtos básicos (commodities) em geral (agrícolas e metálicos) poderia justificar novas elevações da taxa Selic. E, quanto maior a diferença entre a taxa de juros brasileira e as de outros países, maior volume de dólares que pode ingressar no mercado doméstico. (Silvana Rocha)

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