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21/01/2008 - 17h12

Em dia tenso, dólar fecha em alta de 2,5% a R$ 1,83

O mercado de câmbio reagiu com alta firme de 2,5% do dólar hoje à queda generalizada das bolsas de valores em todo o mundo. No final do pregão na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F) e das negociações no mercado interbancário, a moeda americana valia R$ 1,83, maior cotação desde 27 de novembro do ano passado. A disparada de 2,5% no dia foi a maior variação diária desde 28 de agosto passado. Na sexta-feira passada, o dólar havia fechado a R$ 1,785.

Foi a ampliação dos temores sobre recessão na economia dos Estados Unidos que provocou hoje um movimento em manada de vendas de ações nas bolsas asiáticas, européias e em São Paulo. Em Wall Street, as bolsas ficaram fechadas hoje por causa do feriado de Martin Luther King Jr.

Durante o dia, o dólar oscilou entre a mínima de R$ 1,818 na BM&F e a máxima de R$ 1,835. O volume de negócios por volta das 16h30 era de US$ 2,2 bilhões.

À tarde, em Brasília, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, disse que o mercado refletiu reação à crise nos Estados Unidos. Segundo ele, o mercado mostra que os EUA podem experimentar uma recessão e que o BC brasileiro poderá vir a tomar eventual medida preventiva, se for necessário. Meirelles frisou: "estamos preparados". E disse que os pilares do BC são responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e a meta de inflação. Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o nervosismo de hoje decorre da frustração do mercado com o pacote de estímulo fiscal anunciado pelo presidente americano na sexta-feira passada.

O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, alertou que a situação econômica global em conseqüência de uma desaceleração dos EUA é "séria" e poderá ter impacto sobre as economias emergentes. "A situação é séria, todos os países do mundo estão sofrendo da desaceleração no crescimento nos EUA", disse. "Não é impossível que mesmo as nações emergentes possam sentir um certo efeito, que o crescimento pode ser mais fraco do que o esperado."
(Silvana Rocha)

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