UOL Viagem

15/01/2008 - 12h10

Serra quer R$ 2 bi por concessão e pedágio mais barato

De São Paulo
O preço do pedágio em cinco rodovias estaduais que serão concedidas à iniciativa privada este ano - Ayrton Senna-Carvalho Pinto, D. Pedro I, Raposo Tavares e Marechal Rondon - deve ser menor que o cobrado atualmente pela empresa Desenvolvimento Rodoviário SA (Dersa). Ontem, o governador José Serra (PSDB) anunciou que o valor máximo cobrado por quilômetro será de R$ 0,10, o mesmo de hoje. "Este é o teto, então a tarifa certamente será menor", afirmou. Além do teto por quilômetro, o governo exigirá que a empresa vencedora pague uma outorga (remuneração ao Estado) de R$ 2,1 bilhões em dois anos e realize investimentos de R$ 9 bilhões ao longo dos 30 anos da concessão.

O valor de R$ 0,10 é 17% mais baixo que o cobrado em sistemas rodoviários como o Anhangüera-Bandeirantes, Castelo Branco-Raposo Tavares e Anchieta-Imigrantes, em que a tarifa por quilômetro é de R$ 0,12. Nas estradas federais, em leilão feito em outubro, a União limitou o valor por quilômetro em R$ 0,06, mas o modelo de concessão é diferente, sem outorga.

Em São Paulo, o edital deve ser lançado em março e os contratos devem ser assinados em julho. Serra adiantou que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deverá financiar o valor da outorga. "Assim, melhoramos a concorrência. E queremos muitas empresas participando." A outorga será paga em 24 meses, com entrada de 10%. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo. (Camilla Rigi)

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