UOL Viagem

05/01/2008 - 12h20

Litoral Norte de SP segue lotado

São Paulo - A festa do réveillon já passou, mas o Litoral Norte continua lotado. Nas praias, não há espaço para estender a toalha nem o guarda-sol. Nas ruas, os carros ficam engarrafados e a demora no trânsito é inevitável. Não há vagas para estacionar, falta lugares nos restaurantes e os hotéis estão com 95% de ocupação. Mesmo assim, os turistas curtem o verão no litoral e a maioria não se importa com o transtorno. E tudo por causa do sol escaldante desde o início do ano.


"Estamos com um resíduo do réveillon e um grande público que chegou para as férias. Em média, as famílias ficam de cinco a sete dias", disse o secretário-executivo do Sindicato dos Hotéis do Litoral Norte, José Carlos de Souza. "De agora até o início do carnaval, o público é o turista de férias, que quer aproveitar a praia e os passeios", disse Souza.


O secretário confirma que a falta de água realmente incomodou, principalmente os donos de pousadas e restaurantes, e que, por este motivo, o Sindicato vai enviar uma carta para a Sabesp pedindo providências para o carnaval. "Precisamos de soluções para que os turistas não percam o conforto de um banho, de uma acomodação adequada. Acreditamos que os caminhões-pipa também deveriam atender os comerciantes".


As praias mais movimentadas, Grande e Maranduba, concentram maior volume de turistas. O trânsito nas estrada principal, a Rio-Santos, também era complicado e a velocidade não ultrapassa 30 quilômetros por hora. Mas em outras como Toninhas, Tenório, Félix e Itamambuca, o movimento também é intenso e os comerciantes comemoram. "Se continuar assim até o carnaval vai ser ótimo. Com esse calor, os turistas chegam de manhã e só saem quando a noite começa", disse o quiosqueiro Roberto Silva, da Toninhas.


O sol é mesmo determinante para o grande público que está na praia. Ontem, por volta das 16 horas, o sol se escondeu e o céu ficou nublado. Bastou para que os turistas procurassem outros passeios em lojas e shoppings, ao invés de ficarem na areia ou nos quiosques. "Enquanto está sol, o pessoal vai comendo porções de cação e tomando cerveja", disse outro quiosqueiro, Saulo Amalfi, da Praia Grande.


Com as vagas em hotéis e pousadas preenchidas e boa parte das casas de veraneio alugadas, a expectativa para o carnaval é das melhores. "Tomara que o público seja o mesmo do réveillon".


Mas não são somente os petiscos dos quiosques os atrativos das praias. Há serviços como massagem, tatuagem de rena e venda de roupas de praia, que atraem muita gente. "A massagem é para reduzir as tensões e a procura aqui é grande porque os turistas querem relaxar por completo", disse a massagista Hellen Santana, que está com uma barraca na praia. "O resultado tem sido muito bom, pelo menos até agora, não há o que reclamar. Não falta trabalho", diz, sorrindo, o artista Diego Bello.

Simone Menocchi

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