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21/12/2007 - 17h58

Dólar comercial fecha em baixa de 0,61% a R$ 1,794

17h05
O dólar comercial encerrou o último pregão antes do Natal em queda, acompanhando a melhora de humor no exterior e o fluxo positivo de recursos. A moeda norte-americana passou o dia todo em baixa e, no fechamento, recuou 0,61% a R$ 1,794 no mercado interbancário de câmbio, depois de oscilar entre a máxima de R$ 1,802 (-0,17%) e a mínima de R$ 1,785 (-1,11%). Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), os negócios de dólar voltaram à rotina, com a liquidação dos contratos à vista com liquidação em dois dias úteis (D+2). O dólar à vista fechou valendo R$ 1,794 (R$ 1,785 na mínima e R$ 1,8015 na máxima).

Segundo observam operadores, o alívio verificado no exterior deu a deixa para os investidores devolverem parte dos ganhos recentes - o dólar acumulava, até ontem, seis sessões de ganho, em sete pregões.

E foi no momento em que foram divulgados os dados sobre gastos com consumo pessoal nos Estados Unidos que a moeda aprofundou a queda. Segundo o Departamento do Comércio norte-americano, os gastos subiram 1,1% em novembro em relação ao mês anterior - a taxa mais alta desde a alta de 1,2% em maio de 2004. O número encobriu a alta anual de 2,2% do núcleo índice de preços PCE de novembro, o indicador de inflação preferido do Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) e que ficou acima da zona considerada de conforto pelo BC norte-americano.

A leitura dos números feita pelos investidores é que os consumidores deram pouca importância à crise e gastaram mais do que se esperava em novembro, o que motivou a alta forte das bolsas em Wall Street.

O mercado também foi impulsionado pela informação de que o banco norte-americano Merrill Lynch - que está para anunciar fortes perdas contábeis - estaria discutindo o recebimento de uma injeção de US$ 5 bilhões do fundo soberano de Cingapura, segundo o Wall Street Journal. O anúncio, na noite de ontem, de que a fabricante do BlackBerry, Research In Motion, apresentou lucros bem acima do esperado, também animou o mercado.

Hoje, o Banco Central fez leilão de compra de dólares no início da tarde. Operadores estimam que o BC adquiriu cerca de R$ 200 milhões. Na operação, a taxa de corte ficou em R$ 1,7952. Segundo um operador, foram aceitas duas propostas, de sete declaradas, entre R$ 1,7947 e R$ 1,799.

No leilão de swap cambial reverso, o Banco Central vendeu o lote integral de quatro vencimentos. Com a operação, o BC rolou 100% do próximo vencimento de US$ 1,472 bilhão desses contratos em 2 janeiro. (Lucinda Pinto)

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