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13/12/2007 - 16h54

Dólar fecha em alta a R$ 1,78 receoso com o pós-CPMF c

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, tentou tranqüilizar os mercados financeiros à tarde, dizendo em entrevista coletiva que o governo Lula não se afastará da responsabilidade fiscal por causa do fim da CPMF. Mantega reafirmou a manutenção da meta de superávit primário (economia do governo para o pagamento de juros da dívida pública) para o próximo ano em 3,8% do PIB e que o governo permanece comprometido em manter o equilíbrio fiscal.

O ministro também disse que o presidente Lula o incumbiu de anunciar, na semana que vem, as medidas que vão assegurar que as condições favoráveis da economia não sejam afetadas, com a rejeição da CPMF. Ele disse que as medidas vão "minimizar" os prejuízos para os investimentos públicos e os programas sociais. Mesmo assim, persistiram as dúvidas e preocupações no mercado financeiro sobre o que deverá e poderá ser feito pelo governo para compensar a perda de cerca de R$ 40 bilhões com o fim da CPMF.

Essa incerteza combinada com indicadores norte-americanos divulgados hoje (que ficaram bem acima das previsões) mantiveram o ambiente negativo nos mercados durante à tarde. O dólar à vista fechou em alta de 0,51%, a R$ 1,781 na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F). O dólar comercial subiu 0,56% e fechou a R$ 1,783 no mercado interbancário de câmbio. O volume de negócios foi de aproximadamente US$ 2,9 bilhões hoje.

As Bolsas em Nova York seguiram em baixa com os investidores atentos ao aumento da inflação no atacado e receosos de que a ação coordenada dos principais bancos centrais poderá não ser suficiente para conter os problemas no setor de crédito decorrentes da crise no segmento imobiliário de alto risco de inadimplência (subprime) dos EUA. (Silvana Rocha)

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