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12/12/2007 - 16h52

Dólar fecha em alta, a R$ 1,773, com rumores sobre Fed

O dólar à vista subiu na abertura e depois chegou a cair reagindo à ação coordenada de cinco grandes bancos centrais para assegurar o funcionamento ordenado do mercado monetário. Mas, durante à tarde, a moeda retomou a alta e renovou as máximas em sintonia com a desaceleração das Bolsas em Nova York. O dólar comercial terminou o dia em alta de 0,85%, a R$ 1,773. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista avançou 0,94%, para R$ 1,772. Com a maior volatilidade, o giro total à vista também aumentou e, às 16h30, somava cerca de US$ 4 bilhões.

O motivo da redução dos ganhos nas Bolsas em Wall Street, segundo um participante do mercado, estaria relacionado a rumores de que, embora o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) tenha sinalizado com oferta de liquidez ao mercado, os volumes de recursos que serão efetivamente repassados às instituições financeiras teriam um deságio acima do esperado. Além da taxa cobrada nos leilões, o desconto sobre a quantia nominal oferecida pelos ativos que o Fed aceitaria como garantia nessas operações poderia chegar até a 50% - o que é muito superior à taxa já cobrada na janela do redesconto (linha de crédito do Fed para bancos no overnight, com juro de 4,75% ao ano).

"Se isso for verdade, atenua o impacto da medida anunciada mais cedo", afirmou o economista-chefe da CM Capital Markets, Tony Volpon.

Durante a manhã, o Fed informou que criará uma nova "facilidade de leilão a termo" pela qual emprestará pelo menos US$ 40 bilhões em quatro leilões separados a começar esta semana. Os empréstimos terão juro abaixo da taxa de redesconto e aceitarão as mesmas garantias da janela de redesconto. O Fed disse também que o Banco Central Europeu e o Banco Nacional Suíço poderão fazer empréstimos em dólares a bancos em suas jurisdições, no montante até US$ 20 bilhões e US$ 4 bilhões, respectivamente, com o objetivo de pressionar para baixo as taxas interbancárias em dólares nos mercados externos.

O Banco da Inglaterra (BOE) e o Banco do Canadá (BOC) também disseram que ampliaram as garantias que aceitam para emprestar às instituições.

Também teria justificado em parte a alta do dólar a expectativa pela divulgação amanhã de importantes indicadores nos EUA, sobretudo o índice de preços ao produtor e os dados de vendas no varejo em novembro. A persistente indefinição sobre a prorrogação da CPMF no Brasil também favoreceu a pressão. (Silvana Rocha e Paula Laier)

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