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07/12/2007 - 16h39

Dólar fecha em queda de 0,96%, abaixo de R$ 1,76

O dólar à vista operou em baixa o dia todo e, como o Banco Central realizou o leilão de compra mais tarde hoje, pouco antes do encerramento dos negócios na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), as tesourarias acabaram reforçando a oferta de moeda em mercado antes do anúncio da operação, levando o dólar a renovar várias vezes as cotações mínimas do dia.

No fechamento do pregão viva-voz da BM&F, a moeda negociada à vista estava perto do piso do dia, cotada a R$ 1,758, em baixa de 0,96%, após ceder até R$ 1,756 (-1,17%). No mercado interbancário, o dólar comercial encerrou na mínima, de R$ 1,759, em baixa de 0,96%. Com o fluxo cambial positivo, mas pequeno, o giro total à vista foi fraco e, às 16h30, somava cerca de US$ 1,544 bilhão.

A moeda norte-americana assumiu trajetória de baixa embalada pelo relatório de mão-de-obra (payroll) de novembro nos EUA, que veio um pouco melhor do que o mercado esperava e desfez as apostas mais agressivas de que o banco central americano poderia cortar o juro em meio ponto porcentual para evitar uma recessão. Mesmo assim, o mercado ainda dá como certa uma redução de 0,25 ponto no juro básico na reunião da próxima terça-feira. "O mercado comprou um pouco (de dólar) aguardando o resultado do payroll e, como os dados de emprego norte-americano não dissiparam a previsão de corte de juro nos EUA, ainda que em menor intensidade, os investidores viram oportunidade de venda, favorecendo a baixa do dólar", disse um operador.

Em novembro, foram criadas 94 mil novas oportunidades de emprego nos EUA, um pouco acima das 85 mil vagas esperadas pelos economistas ouvidos pela Dow Jones. O dado de outubro foi revisado em alta, para criação de 170 mil vagas, ante estimativa preliminar de 166 mil.

Fundo soberano

Em relação às especulações de que a criação do fundo soberano de investimento poderia interferir no mercado cambial, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, negou que esse fundo, em estudo pelo Ministério da Fazenda e o Banco Central, acabe sendo um instrumento de interferência no mercado cambial. "Não há risco de duplicidade no mercado de câmbio e não há intenção de pressionar adicionalmente este mercado", enfatizou Coutinho. (Silvana Rocha)

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