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03/12/2007 - 16h50

Dólar encerra com ganho de 0,06%, a R$ 1,794

O dólar operou em queda durante a maior parte do dia em relação em real, mas inverteu o sinal para alta pouco antes do fechamento do mercado, pressionado pela demanda por parte de empresas e de importadores, além da cautela com a agenda econômica da semana. "Muitas companhias estão comprando dólar para fazer remessas de lucros e dividendos e, no caso dos importadores, para honrar compromissos relativos às encomendas para Natal e fim de ano", disse um operador. Como o fluxo de entrada foi fraco, hoje, e os investidores estão cautelosos com a agenda da semana, houve ajustes de posições que permitiram a desaceleração das baixas.

No fechamento, o dólar estava em alta de 0,06%, a R$ 1,794, tanto no mercado interbancário (dólar comercial), quanto no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, onde fechou com a maior cotação do dia.

Passados a formação da ptax (taxa média de câmbio, usada para a liquidação de contratos de dólar futuro) de fim de mês e o forte fluxo financeiro positivo relativo ao lançamento de ações da BM&F na Bovespa na sexta-feira, o giro total à vista despencou hoje. O volume financeiro total do dólar à vista foi cerca de 77% inferior ao giro recorde de sexta-feira, e somou US$ 2,3 bilhões.

Esta tarde, nos EUA, as Bolsas oscilam com leves quedas. "Os temores relacionados à crise no setor imobiliário dos EUA seguem dando fôlego à aversão a risco", disse um operador. Às 16h25, o índice Dow Jones perdia 0,04%, o Nasdaq cedia 0,16% e o S&P 500 recuava 0,34%.

No fim da manhã, o dirigente regional do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Boston, Eric Rosengren, declarou que a crise de execuções nos EUA "deve piorar antes de melhorar". No discurso preparado para a abertura de conferência do Centro de Políticas da Nova Inglaterra, o dirigente do Fed afirmou que ainda não está claro o tamanho dos efeitos como resultado das perdas derivadas do aumento da inadimplência das hipotecas de alto risco. (Silvana Rocha)

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