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29/11/2007 - 16h46

Dólar comercial termina o dia estável, a R$ 1,794

Após testar o patamar de R$ 1,80 pela manhã e pressionado pelo recuo das Bolsas norte-americanas e da Bovespa por causa da disparada do petróleo, o dólar à vista retomou a queda ainda na primeira parte dos negócios com o fluxo cambial positivo. O dólar fechou em terreno negativo pelo segundo dia seguido no pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), embora tenha desacelerado as perdas antes do fechamento, e terminou estável no mercado interbancário (dólar comercial).

Os investidores adotaram a cautela no fim dos negócios diante dos dados sobre novos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA até 24 de novembro, que atingiram o maior nível em mais de nove meses, refletindo sinais de fraqueza da economia norte-americana, e do forte movimento de busca de proteção em títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries), cujos preços subiram e os juros exibiram fortes baixas. O dólar negociado à vista na BM&F encerrou em queda de 0,06%, a R$ 1,793. O dólar comercial ficou estável a R$ 1,794.

O número de novos pedidos de auxílio-desemprego feitos na semana que terminou em 24 de novembro subiu 23 mil, para a base sazonalmente ajustada de 352 mil, o maior nível em mais de nove meses, desde 10 de fevereiro, informou o Departamento do Trabalho. O número de pedidos feitos até a semana que terminou em 17 de novembro foi revisado em alta para 329 mil, de 330 mil informados anteriormente.

Já os preços dos Treasuries dispararam com a busca dos investidores por ativos mais seguros, depois do forte aumento nas taxas de empréstimo de curto prazo. A explosão de um oleoduto nos EUA na noite de ontem também beneficiou o movimento. Dois dos quatro oleodutos afetados pela explosão já foram reabertos e o incêndio, controlado. A notícia provocou uma disparada nos preços do petróleo, e apesar de os contratos já terem desacelerado os ganhos, o movimento ajudou o mercado de bônus a devolver parte das perdas de ontem. No pior momento, o petróleo para janeiro em Nova York subiu 2,68%, a US$ 93,05 o barril, mas às 16h30 esse contratos apontavam subiam apenas 0,20%, a US$ 90,80 o barril. (Silvana Rocha)

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