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19/11/2007 - 16h48

Dólar comercial sobe 1,15% e encerra cotado a R$ 1,767

O mercado cambial doméstico não conseguiu evitar a pressão negativa do exterior e sucumbiu à piora do humor internacional, encerrando com o dólar valorizado sobre o real, nas máximas do dia. Novas informações desfavoráveis relacionadas aos problemas do setor de crédito de alto risco (subprime) nos Estados Unidos elevaram a aversão a risco no ambiente global, fortalecendo a moeda norte-americana frente a divisas de economias emergentes, além de derrubarem as bolsas em Nova York, o que contaminou as operações locais.

No mercado interbancário, o dólar comercial encerrou a jornada com elevação de 1,14%, a R$ 1,767. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista subiu 1,15%, para R$ 1,766. Em ambos os casos, a taxa de encerramento dos negócios foi a maior do dia.

O rebaixamento da recomendação do Citigroup - de neutra para venda - pelo Goldman Sachs, citando dificuldades no mercado de crédito, foi o sinal para a deterioração no ambiente financeiro global. O Goldman Sachs estimou que o Citigroup sofrerá baixas contábeis de US$ 15 bilhões relacionadas a ativos de risco nos próximos dois trimestres. "Dado o desarranjo nos mercados de crédito, nós ficamos mais pessimistas sobre o panorama para o grupo", afirmaram os analistas do Goldman Sachs.

A notícia somou-se a outras divulgações também negativas, como o anúncio de baixa contábil de US$ 1,1 bilhão da Swiss Re, maior companhia de resseguros do mundo, e o corte das projeções da varejista Lowe's, derrubando as bolsas de valores em Wall Street, o que acabou pesando nos negócios locais. Às 16h35, o índice acionário Dow Jones cedia 1,45%, o S&P 500 recuava 1,65% e o Nasdaq Composite declinava 1,65%. No mercado brasileiro, o Ibovespa derretia 3,27%.

"O câmbio doméstico mostrou algum descolamento no início da jornada, principalmente em razão da defasagem entre a abertura dos negócios com dólar no Brasil e das bolsas em Nova York. Mas, depois, acompanhou a piora", disse o operador da tesouraria de um banco em São Paulo, que preferiu não ser identificado. "E a pauta de hoje trouxe muitas notícias ruins, o que acentua a expectativa cada vez mais pessimista sobre a repercussão do subprime nos resultado dos bancos", disse o gerente da tesouraria de outra instituição. (Paula Laier)

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