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07/11/2007 - 16h37

Dólar não resiste à pressão externa e sobe a R$ 1,74

São Paulo - O mercado cambial não conseguir superar a pressão do cenário negativo no exterior e retomou a valorização do dólar hoje à tarde, quando a Bolsa de Valores de São Paulo e as Bolsas em Nova York ampliaram as perdas. No pregão da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), o dólar à vista fechou a R$ 1,74, alta de 0,35%. No mercado interbancário de câmbio, o dólar comercial chegou ao final da sessão com variação de 0,23%, cotado também a R$ 1,74.

A quarta-feira começou com o dólar em alta frente ao real, mas a falta de demanda pela moeda, algumas entradas e a baixa nas cotações da divisa no mercado global ampararam a inversão do rumo dos negócios ainda na parte da manhã, mesmo com o quadro internacional negativo. "As operações abriram pressionadas pela baixa esperada nas Bolsas em Nova York, mas, depois, os negócios locais seguiram a pressão de baixa do dólar - que foi recorde em relação ao euro", disse o gerente de câmbio do Banco Rendimento, Hélio Ozaki.

A fraqueza do dólar no exterior foi reforçada hoje por indicações de que a China poderia diversificar sua gigantesca reserva de US$ 1,43 trilhão em direção ao euro e outras moedas fortes. O euro, assim, pulou para mais de US$ 1,47, até o novo recorde de US$ 1,4731. Em relação à moeda japonesa, o dólar caiu para menos de 113 ienes, enquanto o yuan renovou recorde a 7,4562 por dólar. A libra esterlina varou pela primeira vez desde maio de 1981 o patamar de US$ 2,10.

À tarde, contudo, o dólar voltou a subir frente ao real, afetado pela ampliação das perdas em Wall Street. "Uma montanha-russa", resumiu Ozaki para explicar o sobe-e-desce das cotações da moeda norte-americana nesta sessão. Em Nova York, o clima nos negócios era afetado principalmente por números negativos apresentados pela General Motors, além da continuidade da alta significativa nos preços do petróleo. Dados de produtividade chegaram a aliviar as perdas pela manhã, mas à tarde o mau humor voltou.

De volta à cena doméstica, o Banco Central ajudou na alta ao realizar leilão de compra no mercado à vista, com taxa de corte de R$ 1,7385. De acordo com informações de operadores, a autoridade monetária aceitou quatro ofertas de dois bancos, de um total de dez propostas apresentadas por sete instituições financeiras. "A liquidez já estava menor, e o BC ajudou a enxugar ainda mais", disse um operador. (Paula Laier)

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