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30/08/2007 - 16h44

Dólar avança 0,41% e encerra cotado a R$ 1,974

São Paulo - Após forte volatilidade, o dólar encerrou os negócios de hoje em alta. O dólar comercial, negociado no mercado interbancário, subiu 0,41%, para R$ 1,974. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista avançou 0,46%, cotado a R$ 1,975.

A moeda norte-americana oscilou na esteira do vaivém das Bolsas em Nova York, por causa de novas notícias negativas relacionadas ao mercado de crédito imobiliário de alto risco que alimentam as incertezas sobre a extensão da crise no setor de crédito norte-americano. É grande a expectativa dos investidores sobre o discurso do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, amanhã, véspera do fim de semana prolongado pelo feriado do Dia do Trabalho na segunda-feira nos Estados Unidos. Bernanke deverá falar sobre o mercado de moradias na abertura de conferência anual sobre economia promovida pelo Fed de Kansas City em Jackson Hole (Wyoming).

Além da queda das ações do Wal-Mart na Bolsa de Nova York, após o banco de investimentos Merrill Lynch recomendar a venda de suas ações, o resultado ruim da Sears do segundo trimestre contribuiu para enfraquecer o índice Dow Jones. Mas os mercados de ações também foram afetados por notícias ruins sobre o mercado de crédito de risco.

O Lehman Brothers reduziu sua projeção de preço para o Goldman Sachs em 10% e também para as ações do Bear Stearns, do Merrill Lynch e do Morgan Stanley, prevendo que terão seus lucros prejudicados pela exposição ao crédito de alto risco. A companhia financiadora de hipotecas Freddie Mac, subsidiada pelo governo norte-americano, também informou que seu lucro líquido do segundo trimestre caiu 45%, em conseqüência de provisões de US$ 320 milhões que teve de fazer para perdas com crédito e remarcações a mercado de itens relacionados ao crédito. A empresa de serviços fiscais e crédito hipotecário H&R Block Inc informou prejuízo líquido no primeiro trimestre fiscal e que negocia possíveis mudanças em seu acordo para a venda de sua unidade de hipotecas de alto risco, porque algumas "condições para o fechamento" do negócio não estão sendo atendidas.

Pela manhã, o BC da Austrália, da Rússia e o norte-americano voltaram a realizar operações de liquidez no mercado aberto. Com exceção do Fed, as demais instituições continuam a atuar para reduzir as restrições de dinheiro do mercado. No caso do BC russo, trata-se da sétima operação. O Fed fez duas operações hoje de US$ 5 bilhões em leilão de recompra; uma de seis dias e outra de 14 dias.

Em meio ao mau humor provocado por essas notícias, o mercado deixou em segundo plano o dado da revisão em alta do PIB do segundo trimestre dos EUA, para uma expansão de 4,0%, ante a estimativa anterior de crescimento de 3,4% - economistas previam revisão para alta de 4,1%. Do mesmo modo, foi dada pouca importância ao aumento de 5,4% do lucro das empresas no segundo trimestre, depois de avançar 1,5% no primeiro trimestre, segundo o Departamento do Comércio. (Silvana Rocha)

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