UOL Viagem

27/08/2007 - 16h38

Dólar comercial avança 0,46% e encerra a R$ 1,951

São Paulo - Após três dias com cotações em baixa, a moeda norte-americana voltou a subir em relação ao real. O dólar oscilou em alta durante todo o dia, mas reduziu os ganhos pouco antes do fechamento, influenciado pela inversão de sinal para positivo nas bolsas de valores em São Paulo e Nova York. A melhora nos mercados de ações não teria sido induzida por uma notícia específica, mas pela oportunidade de negócios, uma vez que a Bovespa operou em queda praticamente desde a abertura, assim como as Bolsas de Nova York. Pouco depois, no entanto, a Bovespa reduziu a alta exibida e as bolsas norte-americanas voltaram a cair.

A expectativa é de que os mercados sigam voláteis esta semana, tendo em vista a agenda rica em indicadores nos Estados Unidos, com destaque para a ata da última reunião do banco central do país, que sai amanhã cedo.

O dólar comercial, negociado no mercado interbancário, fechou em alta de 0,46%, a R$ 1,951, contra taxa de R$ 1,963 no pior momento da sessão. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista terminou o dia com taxa de R$ 1,950, em alta de 0,36%. O volume financeiro foi fraco.

Crise imobiliária

Até o início da tarde, o mau humor prevaleceu nos mercados por causa de novas notícias ruins sobre o mercado imobiliário norte-americano. A divulgação do relatório mensal da Associação Nacional dos Corretores de Imóveis (NAR), que mostrou que os estoques de imóveis usados foram ao maior nível em 16 anos; o anúncio de venda da unidade de atacado da Home Depot a um valor 18% inferior ao acertado anteriormente; e a redução das estimativas de lucro por ação da Countrywide, maior financiadora de hipotecas dos EUA, levaram as bolsas ao terreno negativo.

Os dados de vendas de imóveis usados, por outro lado, embora tenham apontado queda pelo quinto mês consecutivo durante julho, vieram melhores do que o esperado. As vendas de imóveis usados cederam 0,2% em julho, à taxa anual de 5,75 milhões de unidades, em comparação com as vendas de 5,76 milhões de unidades em junho - o número revisado. Economistas previam que a média anualizada tivesse caído 1,2%, para 5,68 milhões de unidades.

O impacto positivo da queda das vendas menor do que o esperado foi ofuscado pelo dado de estoques. Os estoques de imóveis usados disponíveis para a venda subiram 5,1% em julho, para 4,59 milhões de unidades, representando oferta capaz de abastecer 9,6 meses de demanda no atual ritmo de vendas. (Silvana Rocha)

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