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30/07/2007 - 16h36

Dólar comercial encerra em baixa de 1%, a R$ 1,875

São Paulo - Após acumular alta de 2% na semana passada, a moeda norte-americana recuou hoje em relação ao real. No mercado interbancário, o dólar comercial cedeu 1%, para R$ 1,875. No pregão viva-voz da Bolsa de Mercadorias & Futuros, o dólar negociado à vista fechou em baixa de 0,98%, a R$ 1,8755.

A recuperação mais firme das Bolsas em Nova York e da Bovespa esta tarde induziu o recuo mais acentuado do dólar, após oscilar entre altas e quedas até o fim da manhã. Por isso, a moeda norte-americana renovou as mínimas após o leilão de compra de moeda realizado pelo Banco Central.

Após acumularem na semana passada as maiores perdas desde março de 2003, as Bolsas em Wall Street se recuperam hoje amparadas pelo noticiário corporativo, com destaque para o resultado do HSBC. A queda do índice de atividade do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) de Dallas - que saiu de 14,0 em junho para -9,7 em julho - chegou a afetar negativamente o humor pela manhã, mas está sendo relevada agora.

De todo modo, a expectativa é de que os mercados de ações sigam voláteis por causa dos desdobramentos dos problemas no mercado de crédito nos EUA. Na semana passada, o índice acionário Dow Jones computou desvalorização de 4,2% e o Nasdaq, queda de 4,6%. Por volta das 16h30 (de Brasília), o Dow Jones subia 0,87% e o Nasdaq, 1,05%.

Não afetou negócios com câmbio hoje, mas investidores comentaram pela manhã a decisão do governo da China de elevar o depósito compulsório dos bancos comerciais em 50 pontos-base, o que levará a taxa para 12% a partir de 15 de agosto. O foco da medida é tentar mais uma vez conter a ampla liquidez que circula no país, especialmente devido ao alto nível de investimentos no mercado de capitais e da rápida evolução da formação bruta de capital fixo promovida por empresas nacionais e estrangeiras. A decisão, tudo indica, não deve alterar o objetivo das autoridades de Pequim, que almejam manter o crescimento da economia em patamares elevados, avaliam os analistas. (Silvana Rocha)

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