Jisa! Ari!

A complexidade e o esplendor do império Inca (1200 d.C. - 1500 d.C.) fascinam, mas a história das civilizações peruanas começou muito antes. Há cerca de 3 mil anos, surgiram os primeiros complexos urbanos e seus templos. A partir de 100 a.C., povos Moche produziam belos instrumentos de metal e cerâmicas com fisionomias de detalhamento inquietante. A cultura Nasca, estabelecida dois séculos depois, deixaria para a posteridade tecidos ricamente decorados. Vestígios desses e outros povos distribuem-se pelo território do país

Do mar ao deserto, via Lima

Trujillo, aproximadamente 560 quilômetros ao norte de Lima, merece pelo menos três dias de viagem. Há várias praias para banho e surfe, mas em Huanchaco é possível observar o regresso de pescadores surfando em canoas de junco utilizadas na região há milhares de anos. Entre as ruínas, destacam-se a Huacas del Sol y de la Luna, dois grandes centros cerimoniais da civilização moche e Chan-Chan, um conjunto de 10 cidadelas construídas em barro pela cultura Chimú.

O complexo arqueológico de Pachacamac, com suas galerias e pátio interno, localiza-se no quilômetro 31.5 da Panamericana Sul. É uma das regiões preferidas pelos praticantes de mountain bike. Subindo a trilha em ziguezague entre os palácios e templos piramidais em adobe e pedra, chega-se ao Templo do Sol, de onde avista-se a costa.

Linhas de ônibus percorrem o belo trajeto com vistas para o mar, para os andes e para formações rochosas de deserto até Nasca. As figuras observadas ao sobrevoar a árida planície a 22 quilômetros da cidade, ou sobre um mirante, no km 425 da estrada s/2, deram origem a diversas hipóteses sobre sua origem, que permanece um mistério. Além de desenhos geométricos, é possível ver enormes figuras de animais - inclusive exemplares que não fazem parte da fauna da região. O centro e o planetário Maria Reiche reúnem informações sobre as teorias mais aceitas. Ver outra atração local ainda em plena atividade, os aquedutos de Cantalloc, datados entre 300 a.C. e 700 a.C. não é menos surpreendente.

Arredores de Cusco

Perto da praça de Armas, há uma rota pedestre partindo da rua Suécia e seguindo pela Resbalosa até a huaca Sapantiana. De lá, suba as escadas até chegar à Saqsaywaman. Observe a bela vista da capital inca. Desse imenso local, reconquistado, em 1536, pelo imperador Manco Cápac II, os conquistadores espanhóis foram sitiados até quase serem derrotados.

Pisac é a primeira de uma série de cidades que compõem o Vale Sagrado, a norte de Cusco. Além dela, Calca, Yucay, Urubamba, Ollantaytambo e Chinchero revelam detalhes da engenharia inca. A cerca de 300 metros da estrada que leva à Pisac, há uma bela pedra cerimonial banhada por águas cristalinas canalizadas por fontes: Tambomachay.

Ao explorar os Andes, você possivelmente irá ouvir algumas palavras em aimará e quíchua, dois dos dialetos mais correntes na região. Pelo menos diante da oferta de artesanato e comida de rua, a vontade frequentemente será de dizer sim (Jisa, em aimará e Ari, em quíchua).

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