Viagem

Alta tecnologia, parques modernos e a recuperação do porto mostram uma nova Boston em 36 horas

KATIE ZEZIMA

New York Times Syndicate

16/12/2010 22h49

Boston é conhecida por seus prédios de tijolos e arenito marrom-avermelhado, mas a cidade está começando a adquirir um brilho mais moderno. Com a conclusão do projeto rodoviário Big Dig, de US$ 15 bilhões, o centro agora se estende sem obstáculos até o porto, fazendo com que Boston pareça uma cidade totalmente nova. Ainda há abundância de história - Faneuil Hall ainda está lá, Paul Revere ainda está enterrado no Granary Burying Ground - mas agora ela é acompanhada por uma exuberância de alta tecnologia, parques modernos e a recuperação do porto. Revere não a reconheceria.


  • Erik Jacobs/The New York Times

    Boston é conhecida por seus prédios de tijolos e arenito marrom-avermelhado, mas a cidade está começando a adquirir um brilho mais moderno

Sexta-feira

16h30 - Tudo que era velho agora é novo
Em uma cidade tão histórica, não é todo dia que um novo bairro é construído da estaca zero. Mas essa é basicamente a história de Fan Pier, uma antiga mancha industrial no cais do sul de Boston, que lentamente se transformou em um centro de moda, arte e restaurantes. Ancorado pelo Instituto de Arte Contemporânea (100 Northern Avenue; 617-478-3100; icaboston.org), um museu de vidro e aço que parece pairar sobre o porto, ele está se tornando o destino obrigatório do público bacana. As compras também são um atrativo: LouisBoston (60 Northern Avenue; 617-262-6100; louisboston.com), uma loja de luxo, abriu sua matriz de 1.860 metros quadrados ao lado do museu.

20h - Gosto de Dacar
Há mais em Boston do que feijão assado e ostras. À medida que a cidade se torna mais diversificada, o mesmo acontece com suas opções culinárias. Um exemplo: o Teranga (1746 Washington Street; 617-266-0003), um restaurante senegalês que abriu em maio de 2009 em uma rua movimentada de South End, longe das massas bem vestidas. Um espaço elegante com paredes de tijolos expostos e um banco longo, ele serve pratos condimentados e aromáticos como nems, rolinhos primavera recheados com aletria (US$ 6), e thiebou djeun, um popular prato do Oeste da África com xarelete, arroz jasmim, molho de tomate, cenouras e repolho (US$ 15).

22h - Ouça o agito
Há muitos lugares para assistir um show, mas não para ouvir música ao vivo sem pagar couvert. O Beehive (541 Tremont Street; 617-423-0069; beehiveboston.com), um restaurante a meia-luz com bandas suaves, preenche o vácuo. Desça a escadaria para se aproximar da banda, ou permaneça no bar mais tranquilo acima. De qualquer forma, não vá embora sem checar as paredes do banheiro intricadas, pintadas à mão.
 

  • Erik Jacobs/The New York Times

    Ao longo da Atlantic Avenue, em Boston, explore a South Station e siga para o North End, parando para se divertir nas fontes ou andar no carrossel

Sábado

11h - Tranquilidade verde
O centro já foi definido por um elevado rodoviário de aço. Então pelo Big Dig, o projeto aparentemente interminável de transferir a rodovia para o subsolo. Após bilhões de dólares e um número incontável de atrasos, ele finalmente se tornou lar do Rose Kennedy Greenway (www.rosekennedygreenway.org), uma faixa de cerca de 1,5 quilômetro de gramados, arte pública e playgrounds muito necessários, que serpenteia ao longo da Atlantic Avenue. Para explorar este oásis esmeralda, comece na South Station e siga para o North End, parando para se divertir nas fontes ou andar no carrossel. No Christopher Columbus Park, encontre um ponto sob a grade coberta de glicínias e observe os barcos balançando no porto e os aviões decolando do Aeroporto Logan. A espera valeu a pena.

13h - Bar de lagosta
É um clichê por um motivo: não dá para visitar Boston, sentir a maresia e não querer comer peixes ou frutos do mar. Fuja das armadilhas na orla marítima e siga para o Neptune Oyster (63 Salem Street; 617-742-3474; neptuneoyster.com), um restaurante minúsculo onde universitários bebendo cerveja Sam Adams ficam colocados a bebedores de champanhe no bar de mármore. A atração? O sanduíche de lagosta, uma montanha de lagosta quente, na manteiga, empilhada em um pão macio, com um lado de batatas fritas crocantes (US$ 25). Para algo mais leve, experimente o sashimi de solha em uma cama de kimchi (US$ 13) e uma variedade de moluscos e ostras pescados das águas próximas.

15h - Alta costura e cannoli
A Little Italy de Boston se tornou mais parecida com Milão do que canelone, com butiques surgindo entre restaurantes e docerias. A Acquire (61 Salem Street; 857-362-7380; acquireboutique.com) mistura utensílios domésticos antigos e modernos; a Velvet Fly (28 Parmenter Street; 617-557-4359; thevelvetfly.com) faz o mesmo com estilistas independentes e roupas antigas. Na batalha eterna entre as mulheres e os jeans perfeitos, as mulheres vencem na In.jean.ius (441 Hanover Street; 617-523-5326; injeanius.com), onde as funcionárias amistosas não medem esforços para encontrar aquela calça perfeita.

18h - Drinques personalizados
Se você já se cansou de desembolsar mais de US$ 15 por um drinque que não agrada exatamente ao seu paladar individual, então vá ao Drink (348 Congress Street; 617-695-1806; drinkfortpoint.com), onde a mixologia se torna pessoal. Em vez de fornecer cardápios, os barmen perguntam aos clientes a respeito de seu gosto e bebidas preferidas, tentando assim elaborar a mistura perfeita. O bar lembra um laboratório de química encharcado de bebida alcoólica e as experiências que não dão certo podem ser devolvidas. O Maximilian Affair não tem erro, uma combinação de mezcal, St. Germain, Punt e Mes e suco de limão. Os fãs de cerveja, por sua vez, devem seguir para o Deep Ellum, em Allston (477 Cambridge Street; 617-787-2337; deepellum-boston.com), um bar elegante com 28 torneiras que fazem rodízio entre as cervejarias de Massachusetts, como Pretty Things Beer e Ale Project.

20h - Provença no Charles
O complexo de inferioridade de Boston em relação a Nova York não é novo, especialmente quando se trata de restaurantes. Mas Boston aumentou recentemente seu poder de fogo culinário com o Bistro du Midi (272 Boylston Street; 617-426-7878; bistrodumidi.com). Este bistrô é dirigido por Robert Sisca, antes o sous chef executivo do Le Bernadin, que criou um cardápio provençal com foco em peixes locais. Entre os favoritos estão o bacalhau doce e picante assado na frigideira com chouriço, grão-de-bico, pimentão e passas (US$ 28). Peça para sentar no andar de cima, onde empresários e casais elegantes sentam-se em cadeiras amarelas de couro e desfrutam das vistas imbatíveis do Public Garden no lado de fora.

22h30 - Cervejas locais
Um antídoto aconchegante para a armadilha de turistas que é o bar “Cheers” fica virando a esquina, no 75 Chestnut (75 Chestnut Street; 617-227-2175; 75chestnut.com). Situado no lado romântico da rua, este restaurante a meia-luz parece uma versão moderna das velhas casas com fachada de arenito, com teto de zinco e pilares de mogno. Para um ambiente mais jovem e mais bacana, cheque o Delux Café (100 Chandler Street; 617-338-5258), o templo reinante do kitsch, com paredes decoradas com discos, histórias em quadrinhos e um busto de Elvis. Para conquistar alguma credencial junto aos descolados da Nova Inglaterra, peça uma lata grande da Narragansett Beer (US$ 3,50), a resposta da região à Pabst Blue Ribbon.


  • Erik Jacobs/The New York Times

    O Neptune Oyster, em Boston, tem um famoso sanduíche de lagosta, com uma montanha de lagosta quente, na manteiga, empilhada em um pão macio, com um lado de batatas fritas crocantes

Domingo

10h - Fritada matinal
Coloque seus óculos escuros e pegue uma cadeira ao ar livre no Woodward, um restaurante e taverna no Ames Hotel (1 Court Street; 617-979-8200; woodwardatames.com) que está injetando um estilo minimalista no sério Distrito Financeiro. O brunch oferece pratos modernos da Nova Inglaterra, como a fritada de lagosta e alho-poró (US$ 16 por uma porção grande). O restaurante também proporciona uma ótima oportunidade para observar pessoas.

12h - Vista das águas
O rio Charles está ficando cada vez mais limpo. Alugue um caiaque no Community Boating (21 David G. Mugar Way; 617-523-1038; community-boating.org) por US$ 35 por dia e saia remando para algumas das melhores vistas de Boston e Cambridge. Os dias ensolarados são espetaculares, com a luz refletindo no domo dourado da Câmara Estadual e os arranha-céus projetando sombras na arquitetura intricada da Back Bay. A cidade nunca parece tão futurista.


O básico


Há muitas formas de ir de Nova York para Boston, desde ponte aérea até ônibus saídos de Chinatown. A JetBlue, por exemplo, tem voos do Aeroporto Kennedy para o Logan a partir de US$ 109, ida e volta, segundo uma recente pesquisa online.

Os trens Acela de alta velocidade partem várias vezes ao dia, com a passagem de ida e volta custando cerca de US$ 190, enquanto os trens regionais mais lentos custam a partir de US$ 128. Também leva quatro horas de carro, desde que haja pouco trânsito.

O W Boston (100 Stuart Street; 617-261-8700; whotels.com/boston) abriu no ano passado e tem 235 quartos elegantes com vista para o Theater District e além. Quartos a partir de US$ 287.

O Ames Hotel (1 Court Street; 617-979-8100; ameshotel.com) abriu como parte do Morgans Hotel Group, oferecendo 114 quartos minimalistas, um centro de fitness e decoração da moda. Quartos a partir de US$ 285.

O Newbury Guest House (261 Newbury Street; 617-437-7666; newburyguesthouse.com) de 32 quartos fica em um prédio de fachada de arenito marrom-avermelhado na Newbury Street, combinando toques pitorescos como lareiras de tijolos com design enxuto. Quartos a partir de US$ 189.

Tradutor: George El Khouri Andolfato

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