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Rio de Janeiro ganha biblioteca-parque inspirada em Medellín

Rafael Andrade/Folha Imagem
Rio de Janeiro ganha biblioteca-parque inspirada em Medellín Imagem: Rafael Andrade/Folha Imagem

29/04/2010 16h18

Rio de Janeiro, 29 abr (EFE).- As autoridades do Rio de Janeiro inauguraram hoje a primeira biblioteca-parque do Brasil, um projeto que beneficiará 100 mil pessoas em uma empobrecida região da cidade e que foi inspirada em uma iniciativa similar a da cidade colombiana de Medellín.

 

Em uma área de 3,3 mil metros quadrados, a primeira biblioteca-parque do país conta com uma área aberta, filmoteca, sala de leitura para deficientes visuais, acervo digital de música, cinema, teatro, sala de reuniões, coleção com 25 mil livros e uma sala com 40 computadores com acesso à internet.

 

O projeto, que beneficiará os habitantes de 16 favelas e teve um custo de R$ 8,6 milhões, foi construído pelo governo do estado em Manguinhos, uma das áreas mais pobres da cidade.

 

Conforme o ministro de Cultura do Brasil, Juca Ferreira, que participou da inauguração, a iniciativa é inspirada em experiências de Medellín que aproveitam o espaço da biblioteca para oferecer outras opções culturais e recreativas.

 

"A cultura é um direito de todos os brasileiros e o Estado é obrigado a garantir este direito. Esta biblioteca poderá estimular e dinamizar a leitura", afirmou o ministro.

 

Ferreira assegurou que o Governo está planejando incluir bibliotecas-parque em todos os projetos urbanísticos que estão sendo desenvolvidos no país mediante acordos entre o Ministério das Cidades.

 

Pelo menos no Rio de Janeiro, dois já estão sendo construídos, um na Rocinha e outro no complexo do Alemão, um conjunto de bairros pobres controlado pelo tráfico de drogas e que se transformou em um dos lugares mais violentos da cidade.

 

O ministro disse que este tipo de espaço cultural pode colaborar, como ocorreu em Medellín, para reduzir os índices de violência em Manguinhos, uma região onde são constantes os confrontos entre quadrilhas do tráfico de drogas.

 

"Cultura não combina com violência. A cultura melhora as relações humanas. Onde há cultura, o índice de violência é baixo como demonstram experiências em Nova York e Medellín", acrescentou.

 

A Academia Brasileira das Letras se comprometeu em renovar periodicamente a coleção da biblioteca-parque mediante doações.

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