Viagem

Mais de 120 brasileiros estão 'presos' na Tailândia

Marina Wentzel
De Hong Kong para a BBC Brasil

01/12/2008 10h12

Mais de 120 brasileiros estão presos na Tailândia sem perspectivas de deixar o país por causa da interrupção dos vôos provocada pelos manifestantes de oposição que tomaram o aeroporto internacional de Bangcoc há mais de uma semana.

O número compilado pela embaixada brasileira em Bangcoc inclui um grupo de 58 turistas ilhados no hotel Dusit.

Eles aguardam um possível acordo com companhias aéreas internacionais para permitir que possam voar de volta ao Brasil.

De acordo com a embaixada, não há, por enquanto, como alugar um vôo charter para resgatar os brasileiros.

"Os brasileiros vêm de diversas partes do mundo, do Japão, da Europa, da África do Sul, por isso não podemos prover um vôo com destino ponta a ponta para eles", explicou à BBC Brasil o embaixador brasileiro em Bangcoc, Edgard Telles Ribeiro.

As opções, porém, ainda estão sendo avaliadas, e a embaixada não descartou fretar um avião até Hong Kong ou Cingapura, de onde os brasileiros poderiam seguir para seus respectivos destinos.

"Mas o problema disso é o preço. Muitos vieram com pacotes turísticos promocionais e nem todo mundo pode pagar uma nova passagem internacional", ponderou Telles Ribeiro.

Na tarde desta terça-feira, os representantes consulares deverão se reunir com o grupo de brasileiros que está em Bangcoc para tentar uma solução ao impasse que eles estão vivendo.

"Os brasileiros devem lutar pelos seus direitos com as companhias aéreas e nós estamos aqui para dar apoio irrestrito a eles", afirmou Telles Ribeiro.

De acordo com o embaixador, "por sorte" nenhum dos brasileiros presos no país apresenta um caso de saúde sério, mas a prioridade na assistência será dada a quem tiver dificuldades dessa natureza.

"Esperamos que a situação se normalize e os brasileiros consigam sair do país dentro dos próximos quatro a seis dias", estimou Telles Ribeiro.

Acordo

Nesta segunda-feira, os manifestantes da oposição, a Aliança Popular pela Democracia, e o governo chegaram a um acordo para liberar 88 aeronaves que estavam no aeroporto internacional da capital.

Mais de 40 aviões já conseguiram deixar Bangcoc, mas eles estão voando vazios para outros lugares do país em condições de embarcar turistas estrangeiros para então deixar a Tailândia.

Há mais de sete dias que os manifestantes da Aliança Popular pela Democracia estão acampados no local e também controlam o segundo aeroporto da capital.

Estima-se que pelo menos cem mil turistas estejam presos no país e que as perdas com o turismo causadas pelo incidente cheguem a US$ 85 milhões por dia.

A Aliança Popular pela Democracia é um movimento da oposição que inclui cidadãos da classe média, empresários e monarquistas e reivindica a saída do atual primeiro-ministro, Somchai Wongsawat.

O grupo acusa o governo de ser aliado do ex-primeiro ministro Thaksim Shinawatra, acusado de corrupção e visto como "desleal" ao rei.

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