Viagem

Calor recorde causa cortes de energia na Argentina

Marcia Carmo
De Buenos Aires para a BBC Brasil

28/11/2008 13h20

O calor recorde para o mês de novembro, com temperaturas acima dos 35 graus e sensação térmica de 40 graus, provocou 44 mil cortes de energia elétrica em Buenos Aires e protestos, na noite desta quinta-feira, em vários bairros da capital argentina.

Com panelas nas mãos, moradores dos bairros de Palermo e Villa Crespo, entre outros da cidade de Buenos Aires, realizaram os chamados panelaços - uma forma já clássica de protestar no país, que surgiu na histórica crise de 2001.

Diante das câmeras de televisão, bloqueando ruas, alguns consumidores diziam: "Estamos há 72 horas sem luz". "Ficar sem luz neste calor é um absurdo", afirmavam.

Consumo de energia

O ministro de Planejamento, Julio de Vido, disse que as interrupções do serviço elétrico foram baixas diante do registro das altas temperaturas e do uso, também quase recorde, de energia, principalmente por causa de aparelhos de ar-condicionado e ventiladores.

"Já são cinco ou seis dias com temperaturas que não eram registradas nos últimos cinqüenta anos. A maior demanda pode afetar a distribuição em algumas regiões, mas é um problema ocasional e não estrutural", disse.

De Vido informou que ocorreram 44 mil cortes de luz, mas que o consumo energético não tinha chegado ao máximo.

"Nos últimos dias, o consumo chegou a 18.450 megawatts e temos uma oferta disponível de 21 mil megawatts", afirmou.

Ele destacou que, em janeiro deste ano, com temperaturas também altas, foram registrados 200 mil cortes.

Desta vez, disse, o governo vai averiguar se houve "negligência" das empresas de energia, que serão sancionadas no caso de alguma falha que tenha ocasionado a falta de luz.

Segundo o ministro, a situação deve melhorar a partir desta sexta-feira.
Brasil

Dois dias antes, na terça-feira, De Vido afirmara que o sistema energético estava "sólido", por causa de obras realizadas nos últimos meses no setor.

"Buenos Aires registra hoje temperaturas de 36 graus e, apesar disso, não precisamos importar nada de energia do Brasil", disse, em um discurso para empresários do setor da construção civil.

No ano passado, a Argentina enfrentou escassez de energia no verão e no inverno e importou do Brasil a quantidade necessária para evitar apagões.

Na ocasião, especialistas do setor afirmavam que o "cobertor estava curto" e que, ou o governo acelerava as obras, ou o país voltaria a ter problemas de energia.

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