Viagem

Aeroporto do Galeão é 'pior do que rodoviária de quinta categoria', diz Cabral

DANIEL GALLAS

Em Londres

O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, disse nesta terça-feira que o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão - Antonio Carlos Jobim é "pior do que uma rodoviária de quinta categoria".

Cabral está em Londres, onde faz campanha para que o Rio de Janeiro seja a sede da Olimpíada de 2016. Durante a visita, ele também está observando como Londres está se preparando para sediar os Jogos de 2012.

Em entrevista coletiva a jornalistas, a grande maioria de órgãos de imprensa do Brasil, Cabral disse que a operação precária do aeroporto do Rio é hoje o principal obstáculo da campanha brasileira.

"A pior nota dada ao Rio de Janeiro na primeira fase da disputa para sediar 2016 foi para o aeroporto: 3,5", disse Cabral. "Segurança melhorou muito, hospedagem, equipamentos esportivos, transporte, tudo isso nós temos."

Apelo

O governador disse que é a favor de privatizar o aeroporto do Galeão e que já conversou sobre isso com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o ministro da Defesa, Nelson Jobim.

Em fevereiro de 2009, o Comitê Olímpico Internacional (COI) se reúne para avaliar avanços nas propostas feitas pelo Rio e pelas demais cidades que disputam a Olimpíada de 2016: Madri, Chicago e Tóquio. A decisão final será anunciada em outubro de 2009.

"Nós precisamos apresentar ao Comitê Olímpico Internacional uma solução para o aeroporto", disse. "Eu não vou ficar esperando a Infraero ficar decidindo se vai privatizar aeroportos ou não."

"O que eu estou fazendo é um apelo ao ministro Nelson Jobim, que me pareceu sensível, e ao presidente Lula, que também me pareceu sensível, porque o aeroporto do Rio de Janeiro é pior do que uma rodoviária de quinta categoria", acrescentou.

"Nós não podemos ter um aeroporto desse nível em uma cidade como o Rio de Janeiro. A British Airways está inaugurando um vôo noturno em outubro para lá. E o aeroporto é muito ruim."

Pré-sal

Em Londres, Sérgio Cabral também comentou o debate de se criar novas regras para exploração de petróleo na camada pré-sal, descoberto no ano passado no litoral brasileiro, em uma faixa que vai do Espírito Santo a Santa Catarina.

Entre as mudanças estudadas pelo governo brasileiro está a criação de uma nova empresa estatal para explorar os novos campos descobertos a mais de cinco mil metros de profundidade, abaixo de uma camada de sal.

A medida prejudicaria a Petrobras e teria potencial para afetar também a arrecadação de governos estaduais.

Nesta terça-feira, Lula inaugurou a produção do primeiro dos campos na camada pré-sal, no litoral do Espírito Santo.

Em Londres, Cabral disse ser contra qualquer mudança nas regras e afirmou que o Brasil vem conquistando admiração internacional por seu respeito às regras.

"Eu acredito que o Brasil ganhou admiração internacional pelo respeito às regras. Ganhou o investment grade (grau de investimento) não só porque alcançou um bom superávit e tem US$ 200 bilhões nas suas reservas. Além da sua política macroeconômica, o Brasil respeita as regras."

Cabral defendeu que qualquer mudança nas regras de exploração de petróleo no Brasil seja feita por decreto do presidente, sem necessidade de mudar a lei.

Nesta terça-feira, o governador do Rio também fez um discurso para cerca de 200 investidores na City, região de Londres que concentra o mercado financeiro britânico.

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