Viagem

Começa a vigorar proibição de fumo em Pequim

01/05/2008 14h06

Começou a vigorar nesta quinta-feira em Pequim a proibição do fumo na maioria dos prédios públicos.

A medida é uma tentativa de desencorajar alguns dos cerca de 350 milhões de fumantes da China e também parte dos esforços para limpar a capital chinesa às vésperas dos Jogos Olímpicos, que começam no dia 8 de agosto.

A China responde por um em cada três cigarros fumados no mundo. Calcula-se que quase 25% dos chineses sejam fumantes.

O fumo tem contribuído para o aumento rápido nos casos de câncer e doenças cardíacas na China, que é o país mais populoso do mundo.

Bares e restaurantes

Em Pequim, os fumantes estão em todos os lugares. Agora, isso deve mudar.

As autoridades da cidade afirmam estar organizando um grupo de 100 mil funcionários públicos que vai atuar para garantir o cumprimento da nova lei.

Inicialmente, as autoridades chinesas queriam que bares e restaurantes também fossem incluídos na proibição, mas houve muita resistência (principalmente por parte dos clientes).

Ficou decidido que esses estabelecimentos terão de oferecer áreas reservadas para não-fumantes.

"Se não forem tomadas medidas, com tantos fumantes na China, em 10, 20 ou 30 anos, o sistema de saúde terá ainda mais dificuldade para atender aos pacientes com doenças cardiovasculares e câncer", disse o representante da China na Organização Mundial da Saúde (OMS), Hans Troedsson.

Jogos Olímpicos

A proximidade dos Jogos Olímpicos de Pequim reforçou a motivação para a nova lei. A China quer promover a imagem de Pequim como uma cidade moderna e limpa. Menos fumaça e pontas de cigarros nas ruas podem ajudar a difundir essa imagem.

O fumo está profundamente ligado à cultura chinesa e ainda há uma falta geral de consciência sobre seu impacto na saúde. A OMS está discutindo outras medidas com o governo, como um aumento nos impostos sobre o cigarro. O fumo, porém, é um negócio rentável, e algumas autoridades estão preocupadas com a possibilidade de prejudicar esse mercado.

No entanto, perdas financeiras agora podem ser mais do que compensadas pela economia em gastos com saúde no futuro.

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