Viagem

China enfrenta piores nevascas dos últimos 50 anos

As piores nevascas em cinco décadas na China causaram caos no sistema de transporte e crise de abastecimento, às vésperas da comemoração do Ano Novo chinês.

Milhares de pessoas estão desabrigadas ou isoladas por causa do mau tempo, que vem piorando há duas semanas e provocou a maior queda de neve dos últimos 50 anos. Em todo o país, mais de 77 milhões de pessoas já foram afetadas pelo mau tempo e, até o momento, 24 morreram em conseqüência das baixas temperaturas, informou a agência de notícias estatal Xinhua nesta segunda-feira.

As nevascas têm fechado aeroportos, bloqueado estradas e chegaram a interromper o sistema ferroviário. O problema ocorre às vésperas do Ano Novo chinês, época marcada pelo grande fluxo de viajantes que retornam às suas cidades de origem para comemorar o feriado em família. Caos Na noite de sábado, cerca de 150 mil passageiros ficaram isolados na estação ferroviária central da cidade de Cantão, que fica na província de Guangdong.

O cancelamento dos trens provocou caos e ocorreu depois que o mau tempo causou uma queda no fornecimento de eletricidade, paralisando 136 locomotivas na província vizinha, Hunan, e obstruindo a linha Pequim-Cantão.

Os serviços ainda não foram normalizados e estimativas oficiais sugerem que o total acumulado de passageiros aguardando para embarcar na estação de Cantão pode chegar a 600 mil nesta segunda-feira.

As estradas que ligam Pequim à província de Guangdong também estão fechadas. Segundo informações do jornal estatal People's Daily, o caminho foi interditado na semana passada e pelo menos 60 mil pessoas estão isoladas nos 20 mil carros que ficaram presos nas pistas. Vários aeroportos regionais foram fechados.

Abastecimento

O mau tempo está afetando a produção e distribuição de alimentos e combustíveis e o governo se preocupa com a crise no abastecimento desencadeada pelo inverno. Até sexta-feira, a neve já havia destruído mais de 155,5 mil hectares de plantações e causado o desabamento de 5.144 casas. Os custos com os estragos passam dos US$ 112 milhões, estimam as autoridades.

No domingo, o primeiro-ministro Wen Jiabao teve uma reunião de emergência para estabelecer um plano de ação. O premiê pediu aos departamentos responsáveis que aumentem a produção de carvão, eletricidade, gás natural e petróleo para aplacar a falta de combustíveis.

"Até o momento, 17 províncias, municipalidades e regiões autônomas sofreram blecautes. Redes de energia em Hubei, Hunan, Guizhou e Guangdong foram seriamente danificadas", disse o vice-primeiro-ministro Zeng Peyian ao jornal estatal China Daily. O alerta vermelho foi decretado por causa do mau tempo e da crise de abastecimento, uma categoria de segurança utilizada apenas em situações consideradas especialmente perigosas.

O governo também teme que, a curto e médio prazo, o problema no abastecimento venha a ser mais um fator a contribuir para um aumento na inflação do país, que chegou a 4,8% em 2007, bem acima da meta de 3% previamente estabelecida.

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