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'La Dolce Vita' do cinema italiano ganha exposição de fotos em Roma

ROMA, 4 Ago 2010 (AFP) -O director Federico Fellini e o ator Marcello Mastroianni, do célebre filme "La Dolce Vita", fazem parte da exposição de fotos consagrada à época dourada do cinema italiano (1950-1960) e que poderá ser vista até 14 de novembro em pleno coração de Roma.

 

No total, 100 fotografias e 100 capas de revistas, além de vídeos raros, reproduzem a glamourosa vida dos protagonistas de uma época marcada pelo nascimento da imprensa cor-de-rosa e dos "paparazzi", termo cunhado pelo próprio Fellini para denominar um fotógrafo que persegue a vida secreta dos astros e das divas.

 

A exposição ressalta a beleza de Brigitte Bardot, Claudia Cardinale, Alain Delon, Burt Lancaster, Humphrey Bogart, Lauren Bacall, Grace Kelly, celebridades das lendárias festas noturnas de Roma, seduzidas por uma burguesia nascente e uma aristocracia perdida.

 

As imagens em preto e branco foram escolhidas por Marco Panella nos arquivos do Istituto Luce, a maioria "roubadas" de personagens famosos, como o olhar misterioso de Anna Magnani, o riso espontâneo de Cardinale e o rosto sedutor de Delon.

 

"Era um mundo de ritos e a Via Veneto foi o eixo central, com seus bares e cafés, imortalizados pelos fotógrafos. Os penteados, os trajes, os carros, eram um modelo para todos", explica Panella.

 

"La Dolce Vita representó o renascimento de Roma depois da tragédia da Segunda Guerra Mundial, foi uma ocasião para a cidade voltar a ser protagonista", comenta, por sua parte, Lucrezia Ungaro, diretora do Museu Mercado de Trajano, que organizou a exposição.

 

"Evitamos escolher fotos posadas e selecionamos momentos espontâneos", acrescenta Panella, recordando os escândalos que suscitaram na ocasião os inúmeros divórcios e casamentos das celebridades, rompendo assim com a visão conservadora da época.

 

Para Panella, essa 'Dolce Vita' cinematográfica italiana acabou com o filme "Aquele que sabe viver '("Il sorpasso", de Dino Risi, 1962), com Vittorio Gassman e Jean-Louis Trintignant, que encerrou "a adolescência coletiva do italiano do pós-guerra, caracterizada pela energia e vontade de seguir adiante".

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