Viagem

Tráfego aéreo europeu volta à normalidade, mas vulcão segue em erupção

22/04/2010 12h03

O tráfego aéreo europeu voltava à normalidade nesta quinta-feira, enquanto o vulcão islandês Eyjafjalla, responsável pelo bloqueio de sete milhões de passageiros em terra, mantinha uma atividade estável.

 

Depois da paralisação de cinco dias provocada pela nuvem de cinzas expulsa pelo vulcão, que provocou o cancelamento de 95.000 voos em mais de 300 aeroportos na Europa, o espaço aéreo voltava ao normal, segundo a Organização Europeia de Navegação Aérea (Eurocontrol).

 

Os aeroportos da Finlândia, Noruega e Suécia, que estavam fechados pela manhã, retomam progressivamente as atividades.

 

"O espaço aéreo na Europa está livre", indicou a Eurocontrol. Segundo o organismo, nesta quinta-feira quase de 29.000 voos estão garantidos na Europa.

 

Os aeroportos de Gotemburgo e Malmo, sul da Suécia, foram fechados durante a noite por uma deterioração da situação na região, segundo a autoridade aeroportuária Swedavia.

 

Dois aeroportos noruegueses também foram fechados, mas, como na Dinamarca, as restrições aéreas foram suspensas, indicou o órgão de controle aéreo, Naviair.

 

A atividade do vulcão Eyjafk¶ll, que expulsou densas nuvens de cinzas a partir de 14 de abril, é agora estável e não há sinais de novas erupções, indicou em Reykjavik um porta-voz do serviço de proteção civil islandês.

 

"O Eyjafk¶ll continua em erupção, com leve aumento, mas sem sinais visíveis", indicou à AFP Steinunn Jakobsdottir, da Universidade de Reykjavik.

 

Os aeroportos da França também voltaram à normalidade. O parisiense Roissy-Charles de Gaulle, por onde circulam mais de 50 milhões de passageiros por anos, a atividade é normal, com exceção de alguns voos para a Inglaterra, segundo uma fonte aeroportuária.

 

O aeroporto londrino de Heathrow, principal plataforma mundial de passageiros, ainda precisa de um certo tempo para funcionar a 100%.

 

A Espanha, onde 14 aeroportos estiveram fechados apenas algumas horas no domingo passado, serviu de plataforma para a chegada de passageiros, que se dirigiram para seus destinos europeus por terra.

 

Com o fim das restrições aéreas, os afetados começavam a definir os danos econômicos em cifras.

 

As companhias aéreas, que passaram os últimos dias calculando os prejuízos, aganharam nesta quinta-feira a adesão da escandinava SAS, que estimou custos de 50 milhões de euros (66 milhões de dólares).

 

Na quarta-feira, o presidente da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), que reúne 230 empresa, Giovanni Bisignani, pediu aos governos europeus que assumam suas responsabilidades e ajudem as companhias, que registraram um lucro cessante de 1,7 bilhão de dólares com o fechamento do espaço aéreo.

 

Os aeroportos europeus calcularam as perdas em 1,26 bilhão de euros (1,638 bilhão de dólares), segundo o Conselho de Aeroportos para a Europa.

 

A Associação de Gestão do Tráfego Aéreo (CANSO) calculou as perdas em 25 milhões de euros diários (US$ 33 milhões).

 

No setor turístico, a maior operadora europeia, TUI Travel, anunciou que nos três piores dias da crise perdeu 22,6 milhões de euros (30,1 milhões de dólares).

 

Os milhões de passageiros afetados, de acordo com o artigo 8 de uma regulamentação europeia de 2004, tem o direito de solicitar o reembolso das passagens. A companhia não pode negar a devolução do dinheiro, que inclui as taxas aeroportuárias.

 

A polêmica fica por conta da companhia irlandesa de baixo custo Ryanair, que na quarta-feira anunciou que pagaria apenas o "preço inicial do bilhete" e nenhuma compensação por hotéis e alimentação às pessoas presas em terra.

 

Mas nesta quinta-feira, o dono da Ryanair, Michael O'Leary, mudou de ideia com a grande pressão sofrida e disse que reembolsará um preço "razoável".

 

"Não pagaremos a suíte presidencial do palácio cinco estrelas do Tenerife", afirmou.

 

Se para muitos turistas a nuvem de cinzas significou um pesadelo, para outros foi a oportunidade para experiências inesperadas, como os 280 turistas britânicos que voltaram ao país a partir de Santander (norte da Espanha) a bordo do "HMS Portsmouth", um navio de guerra que retornava do Afeganistão.

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