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Piñera é acusado de sonegar impostos na venda de ações da LAN

25/03/2010 16h02

O presidente do Chile, Sebastián Piñera, vendeu nesta quinta-feira o último bloco de ações que detinha na companhia aérea LAN e calou as críticas lançadas contra ele por conta do atraso na venda. Apesar disso, abriu uma nova polêmica: a oposição o acusa de ter sonegado impostos durante a operação.

A corretora chilena Celfín Capital adquiriu por 196 milhões de dólares 3% dos papéis detidos pelo presidente e milionário empresário de direita, que tinha se comprometido a vender as ações antes de assumir a presidência, em 11 de março.

Piñera, que era acionista majoritário da LAN, possuía 26% dos papéis da companhia aérea, através de suas empresas Axxion e Santa Cecília. A venda dos 26% deu a Piñera 1,496 bilhão de dólares.

A operação ocorreu em duas etapas. Em fevereiro, pouco depois de ganhar as eleições, Piñera vendeu 15% das ações da LAN. Uma parte disso (500 milhões de dólares) foi comprada por seus sócios do grupo empresarial Cueto, e o restante (375 milhões de dólares) foi arrematado em bolsa.

Dos 11% restantes, 8% foram vendidos na quarta-feira ao grupo chileno Bethia por 425 milhões de dólares, e 3% foram arrematados nesta quinta-feira.

A venda para a Bethia gerou polêmica, pois, para concretizar a operação, Piñera primeiro vendeu a empresa Axxion - com a qual administrava as ações da LAN- em bolsa, evitando arrematar diretamente as ações da companhia aérea, economizando o pagamento de impostos, segundo denuncia a oposição.

Isso foi possível porque Piñera comprou a Axxion em 2001 através de uma oferta pública de ações, e a lei permite vendê-la da mesma forma, eximindo a operação do pagamento de impostos.

Julio Pereira, diretor do Serviço de Impostos Internos (SII), recentemente nomeado para o cargo, afirmou que, por lei, essa operação será investigada, dada sua envergadura.

O governante tinha sido criticado no início da semana por não ter vendido a totalidade das ações no momento em que assumiu a presidência, tal qual havia prometido, e o tema ameaçava tornar-se sua primeira dor de cabeça política.

No entanto, agora, abre-se um novo foco de questionamentos relativos à fórmula utilizada na operação.

"Sinto que aqui houve um retardamento no cumprimento de seu compromisso de campanha, porque Piñera estava buscando a melhor maneira de otimizar seus lucros e evitar o pagamento de impostos", disse o presidente do Partido Socialista (oposição), Fulvio Rossi, à AFP.

Alguns deputados socialistas recolheram assinaturas para a criação de uma comissão no Parlamento que investigue a questão.

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