Inauguração da sinagoga da Hurva em Jerusalém; o Hamas denuncia

Centenas de pessoas participaram nesta segunda-feira da inauguração da sinagoga histórica da Hurva, reconstruída na parte antiga de Jerusalém, em cerimônia denunciada pelo Hamas palestino, num contexto de tensões político-religiosas.

Milhares de policiais foram mobilizados em meio ao temor de uma explosão da violência. A inauguração aconteceu, no entanto, no começo da noite, em ambiente festivo, segundo fotógrafo da AFP.

O presidente da Knesset (Parlamento), Reuven Rivlin, vários ministros e os grandes rabinos de Israel assistiram à cerimônia.

Do lado palestino, o grupo islamita Hamas, que controla a Faixa de Gaza, protestou contra a inauguração, convocando uma "jornada de ira" para esta terça-feira.

O líder do Hamas no exílio, Jaled Mechaal, falou de "uma falsificação da história e dos monumentos religiosos de Jerusalém", considerando a inauguração da sinagoga um prelúdio à "destruição da mesquita de Al-Aqsa" na Esplanada das Mesquitas (Monte do Templo para os judeus).

"Israel está brincando com fogo", afirmou Mechaal dirante reunião de líderes de organizações palestinas em Damasco, convocando os palestinos de Jerusalém a "tomar medidas sérias para proteger a mesquita de Al-Aqsa da destruição e da judaização".

A sinagoga da Hurva (ruína, em hebreu), um dos locais de culto dos judeus na Palestina antes da criação do Estado de Israel, em 1948, foi reconstruída por completo, 62 anos depois de ter sido destruída por jordanianos.

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