Viagem

Retirada em Machu Picchu prossegue e turistas reclamam

27/01/2010 18h22

A evacuação através de helicópteros de centenas de turistas, ilhados desde domingo nas proximidades de Machu Picchu devido às intensas chuvas, continuou nesta quarta-feira, enquanto persiste a preocupação com os mochileiros que fazem o Caminho Inca, onde já morreram duas pessoas.

Com a ponte aérea funcionando, o governo peruano espera retirar ainda nesta quarta-feira cerca de 800 turistas dos 1.500 que continuam ilhados no povoado de Aguas Calientes, localizado abaixo da famosa cidade inca de Machu Picchu, em meio às chuvas que têm provocado grandes deslizamentos.

"As persistentes chuvas que caem na região andina de Cuzco atrasam os trabalhos de resgate", admitiu o primeiro-ministro peruano, Javier Velásquez.

"Lamentamos o mal tempo que atrapalha o trabalho dos helicópteros; até agora evacuamos 600 turistas e 1500 ainda estão na região", disse o primeiro-ministro em declarações à imprensa.

Na segunda-feira o governo informou que eram 1.954 turistas ilhados em Aguas Calientes.

As autoridades peruanas responderam nesta quarta-feira às acusações de vários turistas que afirmaram haver discriminação contra os latino-americanos para dar preferência aos europeus ou norte-americanos.

Turistas chilenos ilhados contaram que algumas pessoas pagavam até 500 dólares para entrar nos helicópteros, e outros compravam atestados médicos falsos fingindo doenças para conseguirem embarcar.

Velásquez negou a acusação e afirmou que a prioridade de embarque foi dada aos maiores de 60 anos, crianças e pessoas doentes.

O governo peruano se dispôs ainda a enviar comida para os 8 mil habitantes de Aguas Calientes, já que a rota de acesso terrestre está bloqueada por deslizamentos e rios que transbordaram.

O governo justificou a lentidão das operações às chuvas intensas que caem na área nos últimos 15 anos.

"Não pensávamos que a evacuação ia durar tanto. Estamos fazendo o máximo", para terminá-la nas próximas 24 horas, falou o ministro do Comércio e Turismo, Martín Pérez, à rádio RPP.

Apesar das dificuldades, o ministro assinalou que o governo consegue sozinho fazer a evacuação e ajudar as mais de 13 mil pessoas afetadas pelas inundações.

"Agradecemos a ajuda solidária proposta pela Colômbia, Chile e Brasil, mas não precisamos dela por enquanto, porque a área de Machu Picchu é muito estreita para que mais de quatro helicópteros a sobrevoem ao mesmo tempo", assegurou Martín Pérez.

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