Scanners de segurança em aeroportos deixam passageiros nus e dividem a Europa

LUXEMBURGO, 24 Out 2008 (AFP) - A instalação de equipamentos de scanner nos aeroportos europeus, como os que já existem nos Estados Unidos, está dividindo os países da União Européia (UE), que se debatem entre a necessidade de lutar contra o terrorismo e o temor de serem acusados de "voyeurismo".

O problema é que as ondas de rastreamento desses novos scanners atravessam a roupa do passageiro e desenham na tela seu corpo nu em três dimensões, o que pode levar as autoridades a serem acusadas de "voyeurismo" e invasão de privacidade.

O tema foi discutido nesta sexta-feira, em Luxemburgo, por iniciativa do ministro alemão do Interior, Wolfgang Sch€uble, oposto a esta idéia, ao contrário de sua colega francesa, Michèle Alliot-Marie.

O ministro alemão defende a "dignidade" dos passageiros, desnudos por esse equipamento encarregado de detectar armas e explosivos, enquanto que a autoridade francesa na UE admitiu a necessidade de respeitar a liberdade de cada pessoa.

Os eurodeputados já se manifestaram contra sua utilização por uma ampla maioria de 361 votos, contra 181 a favor e 16 abstenções.

O comissário europeu dos Transporte, Antonio Tajani, defendeu esta semana ante o Parlamento Europeu a utilização do equipamento, assegurando que as imagens não serão gravadas ou exibidas.

Reino Unido, Holanda e Suíça já contam com esse tipo de aparelho, em funcionamento nos dez aeroportos mais importantes dos Estados Unidos.

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