Indústria do turismo revela em Londres as últimas tendências do setor

Carol Frederico/Folha Imagem
Pirâmide maia em ruínas de Chichen Itza, no Estado mexicano de Yucatán
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Ushuaia, na Argentina, o mundo maia no México e na América Central, praias e rios tropicais, mas também "turismo decadente": milhares de expositores oferecem sua oferta turística no World Travel Market de Londres, que abriu nesta segunda-feira, 12 de novembro, revelando as últimas tendências do setor.

A feira londrina é uma viagem ao redor do planeta, concentrada em uma superfície de 34.000 metros, e onde, com música, filmes, festas, espetáculos e desgustação de produtos regionais, os profissionais do setor promovem suas regiões e novas formas de viajar.

Entre estas novas tendências do turismo mundial -que registrou em 2007 seu quarto ano consecutivo de crescimento- sobressai-se o "turismo da diáspora", com os imigrantes regressando a seus países de origem em busca de suas raízes, de acordo com informe publicado na feira.

O documento destaca também "o turismo voluntário", onde os viajantes planejam suas viagens em torno de "objetivos humanitários", e o "turismo decadente", inspirado nas explorações hedonistas dos ricos e famosos, cercadas de luxo, álcool, jogos e cassinos.

Para a feira de Londres, que acontece até quinta-feira no Pavilhão de Exposições Excel (sudeste de Londres), viajaram também uma centena de ministros do Turismo, que buscam captar para seus países uma maior cota do turismo mundial, que se encontra em um dos melhores momentos de sua história.

Foi o que anunciou em uma coletiva de imprensa Fionna Jeffery, presidente do World Travel Market, uma das mais importantes bolsas do turismo mundial e a maior na Europa, que abriga este ano cerca de 6.000 expositores.

Entre os pavilhões mais coloridos estão os da América Latina, que se destaca como uma das regiões do mundo com melhores resultados em 2007, conforme números divulgados no WTM.

A região das Américas beneficiou-se dos resultados dos principais destinos da América Central (7%) e da América do Sul (9%), indicam os números, que revelam, entretanto, um resultado negativo para a subregião do Caribe, que percebeu queda no número de turistas americanos.

A civilização maia está na base da nova estratégia de quatro países centro-americanos -Belize, El Salvador, Guatemala e Honduras- e do México (onde essa civilização pré-hispânica floresceu em Chiapas, Campeche, Yucatán, Tabasco e Quintana Roo), que oferecem juntos, como um só, o "produto Mundo Maia".

Além da cultura e das zonas arqueológicas, este "produto" inclui sol e praia, ecoturismo e aventura, mergulho, cruzeiros, negócios e convenções, afirmaram na feira representantes dos países centro-americanos e do México.

A feira põe mais uma vez em evidência a tenacidade dos turistas do planeta, aos quais nada os faz desistir de viajar - nem o temor de atentados, que provoca a aplicação de medidas mais rígidas de segurança nos aeroportos, nem desastres naturais, nem crises sanitárias.

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