Viagem

México promove Chichen Itza em refrigerantes e propõe seu ressurgimento turístico

12/06/2007 17h14

CIDADE DO MÉXICO, 12 jun (AFP) - O México promove Chichen Itza como a nova sétima maravilha do mundo em 20 milhões de latas de refrigerante e, ao mesmo tempo, se antecipa a um ressurgimento turístico do sítio arqueológico maia com um projeto para que o local não seja afetado por uma maciça onda turística.

Com um investimento de mais de um milhão de dólares, pagos por empresários, no México foi criada uma imensa campanha para promover Chichen Itza entre as novas sete maravilhas do mundo com imagens do local e pedidos de votos em 20 milhões de latas de refrigerante, cartões telefônicos e bilhetes de loteria.

"A longo prazo, teremos um importante aumento de turistas e, posteriormente, se ganharmos será feita outra campanha de difusão porque na mente dos cidadãos do mundo ficará conhecer as novas maravilhas do mundo", disse à AFP Carolina Cárdenas, vice-secretária de Turismo do México.

Chichen Itza, sítio arqueológico maia, situado no estado de Yucatán (leste), está entre os favoritos para ser declarado entre as sete novas maravilhas do mundo numa consulta mundial pela internet, lançada pelo cineasta suíço Bernard Weber e cujo resultado será divulgado no próximo 7 de julho.

Cárdenas não esconde seu entusiasmo diante da notícia de que Chichen Itza está entre os favoritos nesta consulta porque não só seria benéfico em termos de maior afluência de turistas no sítio arqueológico, mas para os estados das regiões leste e sudeste do México.

Na reta final da declaração mundial das novas sete maravilhas do mundo, o México adotou recentemente uma estratégia internacional para que nos 17 escritórios de Promoção Turística espalhadas pelo mundo sejam distribuídos postais com pedidos para votar em Chichen Itza.

Em contraste, o diretor da zona arqueológica de Chichen Itza, Eduardo Pérez, se mostra cauteloso com relação à campanha e às conseqüências para que as ruínas maias poderia ter uma retomada maciça e repentina de turistas.

"Vemos com simpatia qualquer iniciativa que divulgue o patrimônio, mas o que queremos chamar a atenção é que temos que conservar o local. Já estamos trabalhando e tomamos medidas desde o ano passado porque a chegada de turistas aumentou", disse Pérez por telefone.

Para este arqueólogo, a campanha de Weber tem a virtude da promoção cultural, mas reconhece que, com a declaração de patrimônio da humanidade da Unesco, Chichen Itza já conseguiu "o prêmio máximo ao nível mundial".

O arqueólogo calcula em pouco mais de um milhão o número de turistas que chegam a Chichen Itza a cada ano e adverte que, de acordo com estudos relacionados com a deterioração do local, não deve superar o 1,5 milhão anual.

"Talvez vamos passar momentos de muitos visitantes, mas estamos preparados para uma maior afluência de turistas porque Chichen Itza é a zona arqueológica do país que tem os melhores serviços", assegura por sua vez a vice-secretaria de Turismo.

Cárdenas detalhou que a secretaria de Turismo tem um projeto para ampliar as áreas de serviços de Chichen Itza e planos de desenvolvimento para os dois povoados vizinhos, onde os camponeses, por falta de apoio, buscam se voltar para o setor de serviços turísticos.

Entre os outros candidatos às novas sete maravilhas do mundo estão Machu Pichu (Peru), Acrópole (Grécia), o Coliseu romano, a grande muralha da China, a cidade de Petra (Jordânia) e o Templo Angkor (Tailândia).

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