Arqueólogos descobrem cidade neolítica perto do Stonehenge

  • Dan Chung/Reuters

WASHINGTON, 30 jan (AFP) - Arqueólogos escavaram uma cidade neolítica perto do monumento Stonehenge, onde as pessoas que construíram o antigo círculo de pedras britânico aparentemente viveram, segundo um estudo publicado nesta terça-feira.

Centenas de pessoas viviam no enorme e antigo assentamento, situado no monumento Stonehenge, declarado Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, afirmou a equipe de arqueólogos, parcialmente financiada pela americana National Geographic Society e pela britânica English Heritage.

"A análise de magnometria do patrimônio inglês detectou dezenas de assoalhos de lareiras; todo o vale parece estar cheio de casas", disse Mike Parker Pearson, da Universidade de Sheffield, na Grã-Bretanha, um arqueólogo envolvido no projeto.

"No que eram casas, escavamos os contornos de camas e cômodas de madeira ou guarda-louças", afirmou em um comunicado.

As casas foram descobertas em Durrington Walls, o maior "henge" conhecido do mundo ou monumento neolítico encontrado nas ilhas britânicas e que consiste de um recinto cercado com uma barreira no lado de fora e um fosso na parte interna. Segundo os arqueólogos, a datação por carbono 14 estimou sua antiguidade entre 2.600-2.500 a.C..

Esta data coincide com a construção do lendário Stonehenge, o que levou os cientistas a concluírem que as pessoas que viveram nas casas eram responsáveis por organizar os megálitos, afirmaram.

As casas formam a maior cidade neolítica já descoberta na Grã-Bretanha, acrescentaram, embora algumas casas neolíticas similares tenham sido descobertas nas Ilhas Orkney, na costa da Escócia.

A descoberta apóia a teoria de que o Stonehenge não foi erguido isoladamente, mas que era parte de um complexo religioso muito maior, usado para funerais, acrescentaram os arqueólogos.

Apenas uma pequena área de Durrington Walls, situada a menos de 3,2 quilômetros de Stonehenge, foi estudada.

Os vestígios de oito casas foram escavadas em setembro de 2006, no âmbito do Projeto Stonehenge Riverside, chefiado por Parker Pearson e outros cinco arqueólogos britânicos.

Seis pisos de argila foram encontrados bem preservados, e cada casa tinha um assoalho de lareira central.

Os arqueólogos também descobriram vestígios de 4.600 anos de antiguidade dispersos nos assoalhos, bem como buracos e ranhuras em locais antes ocupados por móveis de madeira.

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