British Airways consegue cancelar greve, mas não evita perturbações nos vôos

LONDRES, 29 jan (AFP) - A greve dos tripulantes da British Airways, prevista para terça e quarta-feira, foi cancelada depois de longas negociações entre a companhia e o sindicato, mas a medida não foi suficiente para evitar perturbações em Heathrow e em Gatwick.

Mobilizados pelo Transport and General Workers'Union (TGWU), 11.000 dos 14.

000 tripulantes da companhia deviam entrar em greve terça e quarta-feira, e novamente nos dias 5, 6 e 7, e 12, 13 e 14 de fevereiro. Eles protestavam principalmente contra a política da companhia em matéria de ausências.

A British Airways havia divulgado já na quinta-feira seu programa de cancelamento de vôos, referente à maior parte dos 1.500 vôos saindo de Heathrow, a maior plataforma aérea européia com 67,34 milhões de passageiros em 2006, e de Gatwick (sul de Londres), ou chegando a esses aeroportos.

Segundo a companhia britânica, mais de 150.000 passageiros (77.000 por dia) seriam afetados pela greve.

Depois de mais de 120 horas de negociações, lideradas pelo secretário-geral do TGWU, Tony Woodley, e pelo diretor geral da British Airways, Willie Walsh, as duas partes chegaram a um acordo sobre "todas as questões importantes", segundo Woodley.

"Infelizmente, a decisão chega tarde demais para impedir uma perturbação dos projetos de dezenas de milhares de clientes terça e quarta-feira. Faremos o máximo para reprogramar o maior número possível de vôos nestes dois dias", garantiu a companhia aérea.

BAA, a sociedade que possui os aeroportos de Heathrow e Gatwick, tinha se preparado para o pior, armazenando cobertores, colchões, lanches, jogos para crianças e até barracas.

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