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Centro Georges Pompidou de Paris completa 30 anos

PARIS, 16 jan (AFP) - A globalização na cena artística e a revolução digital são os novos desafios do Centro Georges Pompidou de Paris, que no fim do mês celebra 30 anos de existência, durante os quais conseguiu "realizar uma utopia".

Nestas três décadas, "o Centro demonstrou ser possível fazer coexistirem atividades diferentes no mesmo lugar - a leitura, a contemplação de museu, espetáculos -, e atingir um público amplo", disse Bruno Racine, presidente desta instituição cultural multidisciplinar e atípica.

Além disso, "desempenhou um papel decisivo na abertura do olhar dos franceses para a cena artística e cultural internacional, e fez o grande público descobrir a arte do século XX", acrescentou.

Racine apresentou nesta terça-feira o programa de festividades comemorativas do aniversário do Centro Pompidou, inaugurado em 31 de janeiro de 1977.

"O desafio lançado há 30 anos de terminar com o divórcio entre a arte viva e a sociedade foi vencido", afirmou, acrescentando que os desafios de hoje são "o aparecimento de novas cenas artísticas e a extraordinária evolução das tecnologias".

O enriquecimento das coleções (59.000 obras, ou seja, a segunda maior coleção de arte moderna e contemporânea, depois da do MoMA, de Nova York) e o desenvolvimento do centro são objetivos prioritários para os próximos anos.

Este enriquecimento, favorecido em 2006 por doações e compras, será acentuado em 2007 mediante a organização de estruturas chamadas "Amigos do Centro" no Japão e no Brasil, como a já existente nos Estados Unidos.

O desenvolvimento se concretizará, no fim de 2008, com a abertura de um Centro Pompidou em Metz (nordeste da França). E, para passar de uma "visão centrada na Europa e nos Estados Unidos para uma visão planetária", um satélite do centro será criado este ano em Xangai (China).

No que diz respeito à tecnologia digital, o público descobrirá no fim do ano o trabalho do Centro de Pesquisa e Inovação (IRI), por ocasião da exposição de cinema Erice-Kiarostami. O IRI foi criado em 2006 para explorar os novos espaços de criação artística, integrando as inovações digitais.

Para comemorar seu aniversário, o centro preparou uma programação em 2007 "centrada no contemporâneo" e que abrange toda a gama criativa a que se dedica normalmente (pintura, cinema, literatura, fotografia, etc.). Samuel Beckett, a exposição de arte contemporânea Ares de Paris, Annette Messager, Giacometti e a videomaker suíça Piipilotti Rist estão no programa.

Ao evocar o Pompidou de "dentro de 15 anos", Racine reconheceu que "haverá um problema de espaço" e que ele sonha com "uma extensão no mesmo lugar, um edifício teoricamente capaz de se estender em altura".

Com sua estrutura de vidro e metal e condutos nas cores vermelha, verde e azul, o edifício do Centro Pompidou foi objeto de polêmica em sua criação, sendo qualificado na época de "refinaria" e "fábrica de gás". "Hoje é tão emblemático da paisagem parisiense quanto a Torre Eiffel", declarou, satisfeito, seu presidente.

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