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Museu Munch exibe amanhã as obras "O Grito" e "Madonna"

26/09/2006 18h25


Jaime Espantaleón Oslo, 26 set (EFE).- O museu Edvard Munch de Oslo exibirá a partir de amanhã e até 1º de outubro as obras "O Grito" e "Madonna", recuperadas no último dia 31 de agosto, dois anos após seu roubo, e que ficaram danificadas durante seu desaparecimento.

Em 22 de agosto de 2004, dois homens mascarados entraram no Museu, situado no bairro central de Toyen, em Oslo, e após ameaçar com uma pistola dois guardas de segurança e visitantes, obrigaram todos a se deitar no chão e fugiram levando os quadros.

Os responsáveis pela pinacoteca decidiram exibir as obras famosas do pintor expressionista norueguês, devido em parte à pressão da mídia, apesar dos danos visíveis.

Segundo disse o diretor interino do museu, Ingebjorg Ydstie, a "Madonna" é a pintura que está em pior estado, pois tem dois buracos na parte inferior esquerda do lenço, com um tamanho comparável ao de uma moeda de 2,6 centímetros.

"O Grito", pintado sobre lâmina, tem um dos lados esmagado, além de vários arranhões profundos, por causa dos golpes sofridos durante o roubo.

Ydstie disse em entrevista à Efe que os trabalhos de restauração das duas obras se prolongarão por pelo menos um ano e disse que "O Grito" apresenta danos causados pela umidade que são "muito difíceis" de reparar.

Os quadros, encontrados no interior de um veículo, estacionado ao sul de Oslo, permaneceram lá até sua transferência definitiva para o museu, sob a supervisão de seus restauradores, assegurou Ydstie.

Até fevereiro de 2007, data fixada para a audiência do julgamento em um tribunal de Oslo dos supostos autores do roubo, não se conhecerão detalhes sobre o processo de recuperação destas valiosíssimas obras.

Ydstie assegurou que os estragos não impedirão a apreciação estética das obras de Munch, que só poderão ser admiradas por cinco dias e estarão expostas dentro de duas redomas de vidro climatizadas para preservá-las de mais danos.

As medidas de segurança foram reforçadas. Por isso, "O Grito" e "Madonna" estão em uma sala na qual se entra após passar por uma porta de aço blindada, e equipada com várias câmeras de vídeo que vigiam os movimentos dos visitantes.

Em 1893, Edvard Munch (1863-1944) pintou duas cópias de "O Grito", que representa uma pessoa desfigurada e com a boca aberta sobre um fundo vermelho e amarelo intenso. O quadro reflete um momento de desespero de um ser humano.

No entanto, alguns especialistas dizem ver neste quadro o reflexo das erupções do vulcão indonésio Krakatoa, no final do século XIX.

No mesmo ano, o artista criou cinco versões da "Madonna", com um lenço, mostrando a figura de uma mulher, alegoria de Nossa Senhora, com os seios descobertos e uma longa cabeleira negra que cai sobre seus ombros.

As obras pertenceram a Munch até sua morte em 1944, data em que foram enviadas para Oslo.

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