Viagem

Segurança reforçada e passageiros resignados nos aeroportos de Nova York

10/08/2006 14h34

NOVA YORK, 10 ago (AFP) - A segurança foi reforçada nesta quinta-feira nos aeroportos de Nova York, depois que Londres anunciou a desarticulação de um complô terrorista, em meio à resignação de alguns passageiros, proibidos de entrar nos aviões com líquidos.

"Absolutamente NENHUM líquido autorizado", "Non, nein, geen, não, ingen, no!", afirmam grandes cartazes com desenhos de garrafas e tubos de pasta de dentes no aeroporto John F. Kennedy (JFK).

Apenas os líquidos para bebês e os medicamentos com receita foram excluídos do veto.

O Departamento de Segurança Interna, que elevou o alerta para vôos comerciais ao nível máximo (vermelho), adotou a decisão depois que as autoridades britânicas anunciaram ter desbaratado um plano para explodir aviões em pleno vôo entre a Grã-Bretanha e os Estados Unidos com o uso de líquidos explosivos.

Os passageiros também receberam a recomendação de chegar mais cedo aos aeroportos, com pelo menos duas horas de antecedência, ao invés de uma, como é a norma para os vôos domésticos, já que os procedimentos de segurança podem ser mais demorados.

As autoridades também aconselharam os viajantes a ligar para as companhias aéreas antes de sair de casa para confirmar que os vôos não foram suspensos.

"É preciso se acostumar, tenho que voltar para casa", explicou Rob Taylor, passageiro de um vôo da British Airways JFK-Londres, que despachou a bagagem de mão e mantinha em seu poder apenas a passagem e o passaporte.

"Geralmente, levo uma maleta comigo", disse o engenheiro, que visita os Estados Unidos dez vezes ao ano por motivos de trabalho.

A decolagem do vôo das 9H15 (10H15 de Brasília) do JFK para Londres-Heathrow estava prevista para o horário. No entanto, o pouso de aviões no sentido inverso sofria atrasos de mais de duas horas.

"É um pouco chato", afirmou Sarah Brakell, uma estudante londrina que esperava voltar para casa.

"Só rezo para que meu vôo transcorra bem", confessou Patrice Boyce, uma nova-iorquina que viajaria para a Coréia do Sul, via São Francisco, e que não conseguiu evitar pensar nos atentados de 11 de setembro de 2001.

"Minha escola ficava ao lado (do local dos atentados). Porém, não posso cancelar minha viagem por causa disto".

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Mais Viagem

Topo