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Cidadela inca de Choquequirao, no Peru, é aberta para o turismo

AFP
Imagem: AFP

16/06/2006 18h43

CHOQUEQUIRAO, Peru, 16 jun (AFP) - As misteriosas ruínas incas de Choquequirao, um complexo arqueológico situado nos Andes do sul do Peru que os especialistas comparam com Machu Picchu, foram abertas ao público, graças a obras de infra-estrutura feitas pelo governo com o apoio da França.

Duas vias para pedestres permitirão aos turistas chegar em dois dias de caminhada ao complexo, a mais de 3.000 metros de altitude, que durante séculos esteve coberto de espessa vegetação e cujas entranhas ainda guardam segredos da cultura inca, disse à AFP o arqueólogo Zenobio Valencia.

A inauguração foi celebrada na quinta-feira, quando a primeira-dama peruana, Eliane Karp de Toledo, e o embaixador da França em Lima, Pierre Charasse, retiraram as placas de acesso simbólico aos caminhos.

Choquequirao pôde ser aberta ao público graças à doação do governo francês, mediante a modalidade de Troca de Dívida por Desenvolvimento Duraduro, de cinco milhões de euros (seis milhões de dólares), dos quais quase a metade foi usada, ficando o restante para financiar pesquisas, conservação e restauração até 2007, disse Karp.

As obras de infra-estrutura, que incluem duas rotas, serviços de água, mirantes, postos de vigilância, acampamentos e venda de comida, permitem o acesso ao complexo arqueológico, antes inacessível.

Choquequirao, que significa "berço de ouro" na língua quechua, idioma dos incas, fica no alto da selva no distrito de Santa Teresa, província de La Convención, departamento de Cuzco (sudeste de Lima).

A arquitetura deste conjunto é similar à de Machu Picchu, com grandes blocos de pedra superpostos. Suas edificações pré-hispânicas se erguem em uma das derivações da cadeia montanhosa Salkantay, a 3.300 metros de altitude e a 75 km da cidadela inca.

O arqueólogo Valencia sustenta que o inca (imperador) Pachácutec (1400-1471), amante da natureza, ordenou a construção das 'llactas' (cidades) em Vilcabamba e Choquequirao com caminhos para se unirem entre si, como no caso do santuário de Machu Picchu.

O monumento arqueológico conta com 12 setores, entre os quais se destaca o palácio de pedra, os sistemas de desnível (terraços com plantios irrigados e fontes de água) e três praças.

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