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Sexo no ar: conheça histórias de quem afirma já ter transado no avião

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Imagem: iStock

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

2019-05-14T04:00:00

14/05/2019 04h00

Você provavelmente já conheceu alguém que afirma haver transado (ou ter vontade de transar) dentro um avião em pleno voo, certo? Mas você sabia que pessoas que se atrevem a passar por esta experiência começam, automaticamente, a fazer parte de um grupo chamado Mile High Club?

Não é um clube do tipo que cobra mensalidade de seus adeptos. Trata-se, na verdade, de uma espécie de irmandade virtual que dá um vínculo em comum a passageiros, pilotos e comissários de bordo que realizaram atos sexuais no ar.

O Mile High Club tem até um site na internet que reúne centenas de relatos picantes de várias destas pessoas.

São episódios envolvendo transas no banheiro do avião no meio da madrugada, pegações sob os cobertores em plenos assentos da classe econômica e até sexo na cabine do comandante. Não dá para saber se é tudo verdade ou invenção, mas quase todas as histórias têm capacidade de fazer corar as pessoas mais pudicas.

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Relatos e regras

"Eu tinha 19 anos, estava na Marinha dos Estados Unidos e, um dia, tive que pegar um voo comercial vestindo meu uniforme militar. Depois de embarcar, sentei ao lado de duas estudantes universitárias que, interessadas na minha vestimenta, começaram a flertar comigo. Uma delas, então, me convidou para ir até o banheiro do avião. Foi a primeira vez que transei sobre uma pia. Foi uma experiência muito boa".

"Meu parceiro sempre quis transar em pleno voo. Durante uma viagem noturna entre Austrália e os Estados Unidos, tomamos alguns drinques a mais e resolvemos ir, juntos, para o lavabo, enquanto os outros passageiros dormiam. Nós somos duas pessoas altas e foi engraçado fazer sexo naquele espaço. Nós ficávamos esbarrando em tudo e a torneira ficava abrindo a toda hora. Foi excitante".

"Eu havia acabado de me reencontrar com minha namorada, que estava vivendo a 1.600 km de mim naquela época. Pegamos um avião de Los Angeles para o Havaí e estávamos loucos para transar. No meio do voo, percebemos que nosso vizinho de assento estava distraído e começamos a masturbar um ao outro, embaixo da manta. Foi algo extremamente intenso, que nos fez querer transar no voo de volta".

Estes são os resumos de apenas algumas das histórias que podem ser encontradas no site do Mile High Club.

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Para entrar no clube, porém, não basta transar no avião - é preciso seguir uma regra: o sexo precisa rolar enquanto o avião estiver a, no mínimo, 1 milha (cerca de 1.610 metros) do solo (daí vem o nome do grupo, que pode ser traduzido como "clube da uma milha de altura").

O site, por sua vez, traz dicas para quem têm vontade de passar por esta aventura, como "você terá melhores chances de transar se reservar um voo noturno" e "não abra mão do seu cobertor, você pode precisar dele".

Você pode ser preso

É importante saber, entretanto, que casos como os relatados no Mile High Club configuram crimes com capacidade para gerar duras penas em diversos países do mundo.

O artigo 233 do Código Penal brasileiro, por exemplo, diz que "praticar ato obsceno em lugar público, ou aberto ou exposto ao público" pode render de três meses a um ano de detenção.

Já no Reino Unido, sexo dentro do avião pode configurar "crime contra a decência pública" e gerar seis meses de prisão.

E há países muçulmanos onde este tipo de atitude pode colocar o viajante durante um tempo ainda mais longo na cadeia.

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O banheiro do avião é um dos locais mais procurados para transar nos ares. Imagem: iStock

Comissários estão de olho

Além da lei, os tripulantes estão de olho. Um comissário de bordo que trabalha no Brasil disse ao UOL que "especialmente em voos noturnos, somos orientados a ficar atentos a qualquer situação anormal dentro do voo. Tem que ficar por perto para desencorajar este tipo de atitude".

Já a companhia aérea Latam informa que "a tripulação poderá intervir caso o comportamento de um passageiro comprometa a segurança do voo".

Izabella Van Hecke, por sua vez, trabalhou por mais de duas décadas como comissária de bordo e, durante este tempo, afirma haver presenciado um bocado de atos sexuais dentro dos voos.

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"Uma vez, havia um casal transando em plenos assentos da classe econômica, em um voo diurno", conta ela. "Duas velhinhas me chamaram e pediram para eu intervir na situação. Eu falei com o casal e eles reagiram com a maior naturalidade. Eles só não foram presos porque pararam com aquilo. É muita cara de pau fazer isso em plena luz do dia".

Izabella também diz que, certa vez, flagrou uma artista famosa transando com um passageiro no assento da classe executiva, embaixo da coberta. "Eu me aproximei e disse: 'gente, eu sei que está muito bom aí, mas vamos parar?'".

E, em um voo entre o Brasil e o Chile, ela conta que viu uma passageira fazendo sexo oral no seu parceiro no meio de outros viajantes.

Hoje, Izabella é uma atriz conhecida por haver atuado na peça de teatro chamada "Super Moça", na qual ela relata episódios engraçados e inusitados que viveu em sua época de aviação.

Pelo visto, histórias malucas envolvendo viagens aéreas não faltam.

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