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Paradisíaco? Destinos turísticos nem sempre são como você viu no Instagram

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

25/11/2018 04h00

Há diversos destinos turísticos ao redor do mundo que, ao vivo, são um pouco (ou muito) diferentes do que o mostrado pelos cartões-postais.

As pirâmides egípcias de Gizé, por exemplo, não são monumentos isolados no meio do deserto, como dão a entender muitas fotos dos monumentos faraônicos. A Calçada da Fama de Hollywood, por sua vez, está longe de constituir um lugar onde o turista irá encontrar o glamour do cinema dos Estados Unidos. E Machu Picchu já perdeu, para muita gente, sua aura de cidade perdida. 

Abaixo, conheça dez locais onde o turista, ávido por curtir um local vazio e paradisíaco, pode ter um choque de realidade. 

Pirâmides de Gizé (Egito)
As pirâmides de Gizé são o símbolo mais conhecido do Egito e parada obrigatória para quem visita a antiga terra dos faraós.

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

É impossível não se fascinar ao chegar perto destes imponentes monumentos históricos: erguidas como tumbas faraônicas há mais de 4.000 anos, as últimas maravilhas do mundo antigo ainda preservadas impressionam com sua simetria perfeita. A mais imponente delas é a pirâmide de Quéops, com cerca de 140 metros de altura.

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Mas as pirâmides não estão isoladas no meio do deserto, como dão entender muitas de suas fotos: como se vê na imagem acima, elas ficam, na verdade, ao lado das caóticas paisagens urbanas das cidades de Gizé e do Cairo, cheias de prédios cinzentos e ruas dominadas por um tráfego infernal. Ou seja, você não vai se sentir um Indiana Jones descobrindo um mundo remoto e perdido quando estiver por lá.   

Angkor Wat (Camboja)
O Camboja abriga o impressionante complexo arqueológico de Angkor, onde se destaca o monumento batizado de Angkor Wat (visto, na foto abaixo, no momento do nascer do sol).

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Erguida nas profundezas do que é hoje o território cambojano, esta construção foi levantada pelo Império Khmer, uma civilização que, entre os séculos 9 e 15 d.C., dominou grande parte do Sudeste Asiático. 

A arquitetura de Angkor Wat é inspirada no lendário Monte Meru, a montanha cósmica que, segundo textos hinduístas, é o eixo do universo. Conhecer este cartão-postal é uma experiência obrigatória para quem gosta de viajar. 

Getty Images
Imagem: Getty Images

O problema é que esta experiência será compartilhada com multidões de turistas, que congestionam as vias que existem dentro e ao redor de Angkor Wat (principalmente na hora do nascer do sol, quando quase todo mundo se aglomera na frente da construção para conseguir uma boa foto para suas redes sociais, como mostra a imagem acima). 

Taj Mahal (Índia)
No século 17, o Taj Mahal foi construído pelo imperador Shah Jahan como um mausoléu para sua falecida esposa Mumtaz Mahal. Feito com mármore, este monumento do amor é, para muita gente, uma das construções mais lindas do mundo. 

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Localizado na cidade indiana de Agra, o Taj Mahal tem uma popularidade tão grande quanto sua beleza: é difícil encontrá-lo vazio, como mostrado na foto acima. 

Getty Images
Imagem: Getty Images

O mais provável é que, ao entrar nos jardins que cercam este cartão-postal, o turista se depare com uma enorme quantidade de turistas, que disputam o melhor lugar para fazer um retrato de si mesmos com o Taj Mahal ao fundo. 

O esforço, porém, vale a pena: estar lá é uma experiência inesquecível. 

Museu do Louvre (França)
O Louvre é, talvez, o mais conhecido museu do mundo, onde amantes das artes podem apreciar trabalhos de gênios como Leonardo da Vinci, Vermeer e Rafael. 

Getty Images
Imagem: Getty Images

Mas, ao chegar lá, é bem capaz que você não consiga transitar tão facilmente entre estas obras-primas da humanidade. Isso porque o Louvre é visitado diariamente por multidões de turistas, que costumam formar filas gigantescas para entrar em suas dependências e se aglomerar nos corredores do museu.

Getty Images
Imagem: Getty Images

Será, provavelmente, um pequeno sacrifício tentar admirar o pequeno quadro da Mona Lisa no meio de dezenas (ou centenas) de pessoas afoitas para também observar a obra de Leonardo da Vinci. 

Coliseu de Roma (Itália)
O Coliseu de Roma é o grande cartão-postal da Itália e um dos maiores testemunhos da história do Império Romano. Mas não espere encontrar, ao chegar lá, o cenário pacífico transmitido pela foto abaixo. 

Thinkstock
Imagem: Thinkstock

Visitar o Coliseu é a grande missão de boa parte dos turistas que se encontram na capital italiana (algo que, como consequência, costuma gerar filas infernais na frente deste monumento histórico).

Getty Images
Imagem: Getty Images

Se estiver sol, siga o exemplo das pessoas vistas na foto acima e não esqueça de levar uma sobrinha para proteger a cabeça: a espera para ingressar no local pode demorar um pouco.  

Veneza (Itália)
Veneza é uma cidade que evoca viagens românticas, onde muitos turistas se imaginam passeando, felizes, entre canais, gôndolas e igrejas monumentais. 

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Imagem: Getty Images

Mas nem sempre uma jornada à cidade italiana tem este aspecto onírico. Isso porque as praças e estreitas vias de Veneza se encontram frequentemente apinhadas de legiões de turistas, que chegam até aqui de todos os lados, de navios de cruzeiros a viagens ferroviárias. 

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

A foto acima mostra uma imagem comum: a Piazza San Marco, um dos grandes cartões-postais venezianos, tomada por viajantes.

Machu Picchu (Peru)
Machu Picchu faz parte de qualquer lista de lugares turísticos do mundo que devem ser visitados pelo menos uma vez na vida. O sítio arqueológico peruano, afinal, abriga ruínas incas situadas no meio de montanhas verdejantes incríveis, em um cenário perfeito para grandes fotos. 

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Imagem: Getty Images

Mas, para explorar este lugar mágico, é preciso enfrentar alguns desafios, como fazer uma viagem de trem caríssima até Aguas Calientes (a cidade que é uma espécie de porta de entrada para Machu Picchu) ou enfrentar a longa (porém fascinante) trilha a pé pelo interior do Peru. 

Getty Images
Imagem: Getty Images

Ao chegar às portas do sítio arqueológico, espere encarar uma longa fila de ingresso (como visto na imagem acima). E, lá dentro, no meio das ruínas, você terá que disputar alguns dos melhores mirantes com multidões de viajantes do mundo inteiro. É preciso ter fôlego e (muita paciência) para curtir o local.   

Rio de Janeiro (Brasil)
O Rio de Janeiro não tem o apelido de Cidade Maravilhosa à toa. Lá estão, afinal, algumas das praias urbanas mais lindas do Brasil, como Ipanema (na foto abaixo).

Getty Images
Imagem: Getty Images

Em determinadas épocas do ano, porém, principalmente no verão, muitas das faixas de areia cariocas podem ficar insuportavelmente lotadas, com guarda-sóis forrando a paisagem e um ambiente que muitos turistas podem achar caótico demais. 

Marco Antônio Teixeira/UOL
Imagem: Marco Antônio Teixeira/UOL

A imagem acima, tirada em dezembro de 2016, mostra como Ipanema pode ficar nos períodos mais cálidos do ano.  

Muralha da China (China)
A Muralha da China é o grande cartão-postal do país asiático. Trata-se de um monumento com parte de sua estrutura acessível a turistas. 

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Imagem: Getty Images

Mesmo gigantestesca, a Muralha costuma ficar lotada de gente em diversos de seus trechos, como as áreas de Badaling (na foto), a cerca de 70 km de Pequim, e Mutianyu, a quase 80 km da capital chinesa. 

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Imagem: Getty Images

Nestes locais, pode ser um desafio se locomover no meio de tantas pessoas. O setor de Huanghuacheng é um dos acessos que costumam ter menos visitantes. 

Calçada da Fama (EUA)
É possível que muitas pessoas pensem que irão encontrar o glamour de Hollywood ao visitar a Calçada da Fama. 

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Mas não é bem assim: a via, que exibe nomes e assinaturas de personalidades do show business americano, está longe de ser um lugar chique. 

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Imagem: Getty Images

Lá, o mais provável é que você tenha que caminhar driblando gigantescas aglomerações de turistas e "artistas de rua" vestidos como super-heróis ou outros personagens do mundo pop, que estão ali para ganhar um troco dos visitantes (e que dão ao lugar uma imagem de parque de diversões barato).

Isso sem contar que se trata de uma região onde circula um número considerável de pessoas sem-teto, mostrando que os Estados Unidos não são apenas a riqueza das superproduções hollywoodianas.  

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