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Viagem econômica: estas capitais europeias não levam o turista à falência

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

10/11/2018 04h00

A Europa tem diversas cidades que, atualmente, com o real desvalorizado, serão bem carinhas para muitos turistas brasileiros, como Paris, Oslo e Estocolmo.

Por outro lado, o Velho Continente também abriga lindos centros urbanos onde o custo de vida é relativamente baixo: são locais que não usam o euro como moeda corrente e onde o viajante não precisa gastar os olhos da cara para dormir, comer e se locomover. Abaixo, conheça capitais europeias que podem ser bem econômicas para o turista do Brasil.

Todos os preços citados foram pesquisados em novembro de 2018 e estão sujeitos a alterações. 

Budapeste, Hungria

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Além de ser um dos destinos turísticos mais lindos de toda a Europa, Budapeste é uma cidade que pode ser bem econômica para o turista brasileiro. 

A diária de um hotel na capital húngara chega a custar menos de 10 mil forintes húngaros (cerca de R$ 130) para duas pessoas. Hostels, por sua vez, são extremamente baratos na cidade: lá, uma cama em um quarto compartilhado sai por menos de 2.000 forintes húngaros (menos de R$ 30) por pessoa.   

Já a cerveja em um bar frequentado pelos nativos chega a custar, em Budapeste, cerca de 400 forintes húngaros (pouco mais de R$ 5). Uma refeição em um restaurante, por sua vez, pode sair por menos de 1.500 forintes húngaros (aproximadamente R$ 20). 

A capital húngara é perfeita para ser explorada a pé: não deixe de realizar uma longa caminhada pelas margens do rio Danúbio, de onde é possível admirar alguns dos principais cartões-postais locais, como o monumental edifício neogótico do Parlamento Húngaro e o Castelo de Buda. E muitos ingressos são econômicos: a entrada para visitar a coleção permanente da Galeria Nacional Húngara, por exemplo, que é um dos principais museus do país, custa 1.800 forintes (menos de R$ 25).  

Belgrado, Sérvia

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Belgrado, a capital sérvia, ainda não é um destino muito explorado por turistas brasileiros. Mas trata-se de uma cidade econômica e cheia de atrativos interessantes, como o lindo parque Kalamegdan (que oferece vista privilegiada para o rio Danúbio) e a rua Skardalija (cheia de barzinhos e uma das vias públicas mais bonitas da Sérvia), além de uma das melhores vidas noturnas da Europa.  

Muitas das baladas que existem na região da rua Skardalija não cobram entrada. Nestes locais, um copo de cerveja da marca Jelen de 500 ml pode sair por cerca de 350 dinares (aproximadamente R$ 12). Já no supermercado, a cerveja chega a custar 150 dinares (pouco mais de R$ 5). 

Uma boa refeição em um restaurante de Belgrado tampouco pesa no bolso, saindo por cerca de 1.000 dinares (aproximadamente R$ 35). E a cidade é dona de interessantes museus, com ingressos acessíveis: o bilhete para visitar o Museu Histórico da Sérvia, por exemplo, custa 200 dinares (menos de R$ 8).  

Há hotéis na capital sérvia com diárias a menos de 4.200 dinares (cerca de R$ 150) para dois hóspedes. 

Moscou, Rússia

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Moscou tem fama de ser uma cidade cara, mas, nos dias de hoje, com a forte desvalorização do rublo perante o dólar, oferece condições para que o turista não gaste muito ao explorar suas paisagens. 

Na capital russa, é possível dormir em um hotel três estrelas pagando diárias de cerca de 2.000 rublos (aproximadamente R$ 120) para dois hóspedes. Há hostels moscovitas, por sua vez, onde uma cama em um quarto compartilhado custa menos de 500 rublos (cerca de R$ 30) por pessoa.

Para se locomover, pegue o metrô de Moscou, que abriga algumas das estações mais lindas do mundo e chega perto dos principais pontos turísticos da cidade. A passagem é mais barata do que em São Paulo: a viagem única custa atualmente 55 rublos (aproximadamente R$ 3,10). 

Já na hora que bater a fome, é possível comer em um restaurante simples pagando cerca de 400 rublos (pouco mais de R$ 20) pela refeição. Bebidas nos bares de Moscou costumam ser caras, mas uma garrafa de vodca no supermercado sai por menos de 650 rublos (menos de R$ 35). E os ingressos para muitos museus locais também são econômicos: o bilhete para visitar a Tretyakov Gallery, por exemplo, que exibe obras-primas feitas entre os séculos 11 e 20, sai por 500 rublos (menos de R$ 30). Menores de 18 anos não pagam entrada.

Varsóvia, Polônia

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Capital da Polônia, Varsóvia é um destino com museus interessantes e um centro recheado de largos e praças extremamente fotogênicos, em um cenário ideal para longas caminhadas. 

A diária de um hotel bem avaliado no site Booking.com pode sair por cerca de 150 zloty poloneses (pouco mais de R$ 150) para dois hóspedes, enquanto uma noite em um hostel chega a custar menos de 40 zloty poloneses (cerca de R$ 40) por pessoa.  

Em Varsóvia, é possível comer uma refeição em um restaurante simples por aproximadamente 35 zloty poloneses (R$ 35) e comprar, no mercado, uma garrafa da tradicional vodca polonesa por cerca de 30 zloty (R$ 30). Um copo de cerveja de 500 ml em um pub, por sua vez, pode ter preço parecido com o encontrado em bares de São Paulo ou Rio: aproximadamente 15 zloty (R$ 15).  

Bucareste, Romênia

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Bucareste é uma cidade que tem crescido bastante como destino turístico no Leste Europeu. Trata-se de uma metrópole com um centro histórico extremamente animado (recheado de calçadões para longas caminhadas) e belas áreas verdes. E o custo de vida na capital romena não é tão alto, se comparado com destinos turísticos da Europa Ocidental. 

Um bilhete de metrô de duas viagens em Bucareste custa, atualmente, 5 lei (cerca de R$ 4,60). Já para comer em um restaurante fast-food no centro da cidade, o turista consegue gastar menos de 25 lei (pouco mais de R$ 20). Uma cerveja no mercado, por sua vez, sai por menos de 3 lei (aproximadamente R$ 2,70). 

A hospedagem também pode ser econômica: lá, uma noite em um hotel de três estrelas chega a custar menos de 160 lei (cerca de R$ 150) para duas pessoas. A diária de um hostel pode sair por 30 lei (R$ 27). 

Kiev, Ucrânia

Marcel Vincenti/UOL
Imagem: Marcel Vincenti/UOL

Assim como Belgrado, Kiev é uma cidade do Leste Europeu ainda pouco famosa entre viajantes brasileiros, mas com muito para oferecer ao turista.

Além de ser um destino econômico, a capital ucraniana tem interessantes atrativos, como espaços públicos fotogênicos (como praça Maidan Nezalezhnosti), áreas verdes com mirantes para o rio Dnipro e belíssimas igrejas ortodoxas. 

Dormir por lá não precisa ser caro: há hotéis três estrelas em Kiev com diárias a menos de 750 hrivnas (cerca de R$ 100) para duas pessoas. Já uma refeição pode custar menos de 200 hrivnas (pouco mais de R$ 25).

E, para fazer passeios históricos, tampouco é preciso ter muito dinheiro: a entrada no impressionante Museu da História da Ucrânia na Segunda Guerra Mundial, por exemplo, custa 30 hrivnas (menos de R$ 5). 

Sófia, Bulgária

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Capital da Bulgária, Sófia é uma cidade que abriga lindíssimos templos religiosos (como a catedral Aleksander Nevski, na foto, construída a partir dos anos 1880), agradáveis vias públicas (como o boulevard Vitosha, cheio de lojas descoladas e cafés) e excelentes restaurantes. 

Lá, uma diária em um hotel três estrelas chega a custar menos de 70 levs búlgaros (cerca de R$ 150) para duas pessoas. Já para os mochileiros, uma cama em um hostel pode sair por aproximadamente 15 levs búlgaros (pouco mais de R$ 30).  

Em Sófia, há restaurantes com refeições por menos de 15 levs (cerca de R$ 32). E, na hora de fazer um passeio cultural, o turista também não irá gastar muito: o ingresso para a excelente Galeria Nacional (com lindas obras de artistas búlgaros) custa 10 levs (R$ 21). 

Errata: o texto foi atualizado
13/11/2018 às 11h16
Diferentemente do publicado anteriormente, o nome correto da moeda da Hungria é forinte húngaro, e não florim. O texto foi corrigido.

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