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Veja 10 dicas de ingressos grátis em Nova York

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Empire State é uma das principais atrações de NY Imagem: Reprodução

Amanda Denti

Colaboração para Universa

11/10/2018 04h00

Nova York é cara? Sim. A cidade que nunca dorme cobra um dos preços mais salgados dos Estados Unidos tanto para quem mora, quanto para quem está só de passagem. Isso significa que não dá para curtir com pouca grana a Big Apple? Não! O segredo é saber de lugares e dias específicos em que você entra gratuitamente ou pagando bem pouco. 

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Visitar a Grand Central Station e andar pelo Central Park são exemplos de programas que saem pela bagatela de zero dólar, e isso (quase) todo mundo sabe. Mas graças a uma cultura de democratização da arte, da história e de aproveitamento dos espaços e transportes públicos, a cidade também trabalha com um calendário anual de eventos especiais gratuitos, e alguns dos seus pontos turísticos reservam dias e horários para abrir as portas para quem não pode ou não quer pagar o valor do ingresso. Isso acontece graças a doadores individuais e empresas com vocação marketeira que investem em patrocínios para “assinar” essa movimentação cultural. Bancar arte é cool. 

Somados, os passeios feitos conforme as orientações abaixo, e comparados com experiências similares, gerariam uma economia de cerca de mil reais. Parte das dicas são únicas e não tem preço mesmo. Anote aí como fazer essa trip mais econômica e exclusiva na próxima vez que descer no aeroporto JFK. 

1- Tire foto com a Estátua da Liberdade enquanto navega pelo Hudson River

Divulgação
Estátua da liberdade pelas águas Imagem: Divulgação

Conhecida como símbolo da liberdade e da democracia, a Statue of Liberty foi um presente francês dado aos americanos em 1886. Ir até lá, aos pés da estrutura colossal de quase 100 metros de altura (metade disso é o pedestal que sustenta o corpinho dela), é um desses passeios meio “turistão de carteirinha”. Então, pra quem quer otimizar tempo e dinheiro, a alternativa é pegar a balsa (www.siferry.com) gratuita que sai de Manhattan e vai até Staten Island, o 5º. distrito que compõe Nova York junto com o Brooklyn, Queens e The Bronx.   

São barcos enormes com capacidade para até seis mil pessoas que saem a cada 20 minutos e fazem a travessia em menos de meia hora (você vai ter que descer e embarcar de novo pra voltar, ok?). A maioria das pessoas que usa o transporte público é a que mora em um distrito e trabalham no outro, então o segredo é evitar a hora do rush. Considerando que em NY as pessoas começam a trabalhar bem cedo e voltam pra casa de tarde, vá em dias da semana entre 9h30 e 11h30 ou depois das 19h – no horário de verão ainda está claro, e à noite a vista também é linda!

Quando embarcar em Manhattan, suba até o lado direito do deck exterior, se distanciando da traseira da balsa. A rota é a mesma para a ida e para a volta, então são duas oportunidades de fazer uma selfie com a Libertas, como chama a deusa romana segurando a tocha. O terminal de partida fica na 4 Whitehall Street, pertinho das esculturas de bronze do touro e da menina sem medo de Wall Street.

2- Fique arrepiado no Museu do 11 de Setembro

Reprodução/Facebook
Carro de Bombeiros incendiado no 11 de Setembro Imagem: Reprodução/Facebook

Todo mundo nascido antes dos anos 2000 lembra onde estava quando soube que dois prédios em Wall Street tinham desmoronado após a colisão de aviões terroristas.

No mesmo local onde isso aconteceu foi construído um Memorial e um Museu (www.911memorial.org) dedicado às vítimas de um dos maiores episódios da história dos Estados Unidos. Visitá-lo é como entrar nas Torres Gêmeas no dia e na hora que o mundo parou: você ouve os telefonemas das pessoas que trabalhavam lá dentro se despedindo de seus parentes, vê de perto caminhões de bombeiros retorcidos na tentativa de amenizar a tragédia, pedaços originais da estrutura dos prédios, da escada por onde alguns sobreviventes conseguiram escapar, e aprende sobre as consequências do ataque. O país do entretenimento soube reconstruir um espaço que inegavelvemente te faz sair de lá com a perspectiva das personagens que viveram e ainda vivem o impacto disso. É de arrepiar. 

Para estimular essa solidariedade mundial, nas terças-feiras às 17h (chegue antes das 16h) você pode se posicionar numa fila em frente ao museu onde eles distribuem free tickets para aquele mesmo dia. Antes disso, garanta uma pré reserva – até 4 entradas por pedido - no site. Se não conseguir com muita antecedência, tente de novo na segunda-feira anterior à sua visita, às 9h do horário de NY. 

3- Participe da gravação de um programa de TV 

Chuck Kennedy
Barack Obama em programa de JImmy Fallon Imagem: Chuck Kennedy

"The Tonight Show Starring Jimmy Fallon" é um desses programas de entrevistas descontraídas com autoridades e celebridades que acabam virando vídeos virais da internet. Nesse palco Obama já fez R&B, Justin Timberlake cantou rap, Ariana Grande imitou seus maiores ídolos e nos últimos dias foi a vez da Gisele ir lá para participar de um jogo de palavras. 

Já o "Saturday Night Live" é um programa que há mais de três décadas faz os americanos sentarem no sofá no sábado à noite para ver comediantes fazendo paródias dos principais acontecimentos da semana, e é responsável por lançar estrelas do gabarito de Eddie Murphy, Tina Fey e Adam Sandler.

Pois bem: esses dois programas da NBC (https://www.nbc.com/the-tonight-show/tickets/main) são gravados quase que diariamente em estúdios no meio do Rockefeller Center, no burburinho de Midtown Manhattan. E os ingressos que são super disputados, também são sempre gratuitos. Há mais de uma forma para garantir o seu: loteria online com inscrição prévia (todo mês eles abrem reservas pro mês seguinte; tem que agir rápido), sorte na fila no dia da gravação e até pegadinhas lançadas nas redes sociais que te fazem caçar o estagiário da emissora pelos bairros da cidade. Com certeza é o tipo de coisa que transforma uma viagem pra NY numa experiência diferente.

4. Ande sobre a maior reserva de ouro do mundo

Reprodução/FED
Maior reserva de ouro do mundo Imagem: Reprodução/FED
Um quarto do ouro do mundo está guardadinho na sede de NY do Federal Bank Reserve (você já deve ter ouvido a expressão “FED”), que é o banco central dos Estados Unidos. São cerca de 250 bilhões de dólares em barras de ouro protegidas por um cofre que sim, pode ser visitado. Os tours pelo Museum & Gold Vault (www.newyorkfed.org/aboutthefed/visiting) abertos ao público no lugar que já foi mote e cenário de filmes como "Duro de Matar" e "O Poderoso Chefão" acontecem de segunda a sexta para dois grupos de 25 pessoas que entram lá pontualmente às 13h e às 14h. Dá pra imaginar o esquema de segurança de um lugar como esse na América, né? 
Para conseguir o seu ingresso, a dica é entrar no site com 30 dias de antecedência da sua ida, às 9h no horário de NY. Leva uma hora para ver o museu e o banco, e a entrada se dá pelo número 44 da Maiden Lane, em Wall Street. 
Ah! Sabe aquela sensação de estar rasgando dinheiro quando trocamos reais por dólares antes de viajar? Então, lá você também terá a oportunidade de acompanhar esse processo verdadeiro de destruição de notas (calma, são as que saíram de circulação), e até ganhar um pacotinho de verdinhas rasgadas pra levar pra casa de souvenir. Talvez sirva de consolo à conversão que desvalorizou o seu salário. Talvez não sirva pra nada mesmo. 

5. Veja o sistema solar passeando pelo High Line

Reprodução/HighLine
Imagem: Reprodução/HighLine

O High Line (www.thehighline.org) é um dos parques mais modernos de NY. Na década de 30 era uma linha ferroviária, e em 2009 foi transformada numa grande passarela suspensa que ocupa o lado oeste de Manhattan com instalações artísticas, jardins exóticos e vários pontos pra fazer fotos lindas dos táxis amarelos passando embaixo dos seus pés. Natureza, música, design e até ciência se espalham por mais de 20 quadras que ligam três bairros descolados: Meatpacking, West Chelsea e Hell’s Kitchen. De um lado está a cidade e, do outro, o Hudson River.
Esse passeio grátis é praticamente obrigatório e fica ainda mais especial no começo da noite, ou durante o dusk (como os gringos chamam o crepúsculo), nas terças-feiras de abril a outubro, quando astrônomos posicionam seus telescópios para quem quiser ver a lua, as estrelas e todos os outros corpos celestes que derem pinta no céu pra nós, meros humanos, nessas datas. Os experts com cara de NASA se posicionam próximos da entrada do High Line Park da Little West 12th St.

6. Conheça uma das cervejarias mais famosas dos Estados Unidos

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Brooklyn Brewery é uma das cervejarias mais famosas dos Estados Unidos Imagem: Reprodução

Há uma teoria, defendida por mestres cervejeiros e outros bêbados, que diz que New York está vivendo a renascença da cerveja. Muitos rótulos artesanais daqui não param de pipocar e a Brooklyn Brewery (brooklynbrewery.com), famosa já há alguns anos e com garrafas espalhadas por tudo quanto é bar, abre suas portas aos sábados e domingos para os curiosos que querem ver onde e como tudo vira gelada. Fica em Williamsburg, um bairro no Brooklyn onde os imigrantes alemães, belgas e irlandeses desembarcaram com a cultura da breja na mala.
Os tours gratuitos pela cervejaria rolam para grupos de 40 pessoas e acontecem a cada meia hora, das 13h às 17h. No final, você pode se sentar no Tasting Room e provar uma Larger, IPA, Pilsner, Ale e todas as suas variações, além das edições especiais que surgem no balcão sazonalmente como aquelas com base de chocolate ou abóbora (!). O passeio é de graça, mas o chopp custa 5 dólares.


7. Assista a uma peça de Shakespeare no Central Park

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Peça de Shakespeare no Central Park Imagem: Reprodução/Facebook
Nova York é sinônimo de musical na Broadway, a gente sabe. Geralmente paga-se uma média de 100 dólares por pessoa para assistir a um deles. Mas há uma alternativa gratuita e tão nobre quanto pra quem curte teatro. O Free Shakespeare in the Park (www.publictheater.org/Free-Shakespeare-in-the-Park) é, como o nome já diz, uma releitura de peças shakesperianas apresentadas no Delacorte Theater, um teatro a céu aberto construído nos anos 60 no coração do Central Park.
A iniciativa convida a assistir um clássico escrito entre os séculos XV e XVI, porém revisitado com os efeitos tecnológicos de hoje e figurinos minuciosos que resultam numa produção arrebatadora. Os roteiros são encenados por um mix de atores que sempre inclui grandes nomes de Hollywood (Meryl Streep já atuou lá, por exemplo) ou do Netflix (Corey Stoll, que ficou famoso no seriado "The House of Cards", integrou o elenco de 2018). Legal, né?
As apresentações rolam anualmente entre maio e agosto, e os ingressos são distribuídos de várias formas. Tem loteria digital, distribuição por bairros e filas nos dias das encenações tanto nas bilheterias do local, como no The Public Theater, que é a organização responsável pelo projeto e fica no East Village. Independentemente da alternativa que você escolher para caçar o seu ticket e o do seu acompanhante (cada pessoa pode retirar até duas entradas), o processo sempre começa com a criação de uma carteirinha, que eles chamam de “ID”, no site. Fique atento ao calendário, coloque um tênis confortável e corra pra fila torcendo para ser um dos quase 2 mil sortudos que sentam pra assistir uma super apresentação no pôr do sol dos dias de verão no Central Park.

8. Ao invés de ter a vista de dentro do Empire State, veja o Empire State lá do alto, de pertinho

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Veja o Empire State lá do alto Imagem: Reprodução/Facebook
O cartão postal de NY é o Empire State Building, mas pra andar no elevador que te leva ao último andar do arranha-céu são necessários cerca de 60 dólares (se você quiser pular a fila, o valor também pula pra 90 dólares). Mas e se desse pra vê-lo, o prédio, lá do alto, de pertinho, usando menos dólares que isso, com comes e bebes inclusos? Então...Dá.  
Ande até o número 230 da Quinta Avenida, entre no prédio com cara de edifício comercial e diga na portaria que quer ir no rooftop (www.230-fifth.com), que é o maior bar na cobertura de um prédio em Manhattan. Suba até o último andar com o seu RG (tem que ser maior de 21 anos), vá para o lado de fora e desfrute da vista do prédio mais famoso do mundo, de dia ou de noite, com sol ou debaixo de neve.
Se estiver frio, inclusive, eles distribuem mantinhas vermelhas charmosas para os clientes e dá até pra reservar uma mesa dentro de uma estrutura de plástico que imita um iglu. Tome uma taça de vinho ou coma um clássico mac and cheese gratinadinho, gastando bem menos pra curtir esse happy hour diferenciado. Se estiver sem fome, sem sede ou sem dinheiro mesmo, é só pegar o elevador de volta pra Fifth Avenue e já caminhar pra ver o Flatiron Building, que fica ali pertinho.

9. Passeie entre as cerejeiras do Brooklyn Bothanic Garden

Antonio M. Rosario. Courtesy of Brooklyn Botanic Garden
Cerejeiras do Brooklyn Bothanic Garden Imagem: Antonio M. Rosario. Courtesy of Brooklyn Botanic Garden
Fuja do caos da Big Apple entre tulipas, rosas, lagos com lírios d’água, um museu de bonsais e uma arquitetura incrível no Jardim Botânico do Brooklyn (www.bbg.org). São mais de 20 hectares de flores e plantas cuidadosamente preservadas que no inverno viram um cobertor de neve, no verão quente da cidade oferecem um ventinho fresco e perfumado, e no outono se tranformam naquelas folhagens de tons terrosos e alaranjados que varrem a grama. Mas é na primavera, época mais especial de todas, que as pétalas rosas e brancas das cerejeiras abrem as alas do parque e vão te fazer perder o fôlego.
As manhã de sexta-feira, das 8h às 12h, são free durante as quatro estações. O festival das cerejeiras, conhecido como Sakura Matsuri, acontece nas floradas do final de março até o começo de abril. Atrai gente do mundo todo, e inclui atrações paralelas com uma pegada de cultura japonesa, tipo apresentações de samurais com espadas e cosplays passeando entre as árvores. Se essa não for a sua praia, digo, jardim, é só fugir pra uma das várias florestas ao lado.

10. Curta arte moderna no MOMA

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Curta arte moderna no MOMA Imagem: Facebook
Além de comer hot dog, visitar o The Museum of Modern Art (www.moma.org) é um básico pra qualquer um que passa nesse território. Os clássicos expostos no MOMA incluem peças de Van Gogh, Monet, Matisse, Dalí, Cézanne, e mais nomes que você ouve falar desde sempre. Além de modernismo, cubismo e outros ismos, tem também muita pop art, como a famosa coleção de latas de sopas Campbell retratadas por Andy Warhol. E as exibições temporárias trazem perspectivas bacanas sobre temas que influenciam e retratam a nossa cultura atual, como tecnologia ou moda, e ainda abrigam peças especiais de artistas internacionais. Recentemente, a nossa Tarsila do Amaral era um dos grandes destaques desse cardápio renomado.
O ingresso padrão custa cerca de 30 dólares, exceto nas sextas-feiras depois das 16h. A entrada se dá pela 54 Street, e a dica é visitar o site com antecedência pra anotar tudo que você quer ver e a localização dessas galerias – assim, no meio do vuco vuco de todo mundo querendo aproveitar uma visita grátis a um dos melhores museus do mundo, você não perde tempo e vai direto pro andar certo. Se duas horas forem suficientes pra você deixar a criatividade aflorar num museu, pode chegar às 17h30 que a tendência é a fila ter se dissipado. 

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