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Raio derruba avião? E se um bebê nasce no ar? 10 curiosidades sobre voos

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

07/08/2018 04h00

Uma viagem aérea é composta por diversos detalhes que ficam despercebidos para a maioria dos passageiros. Em um voo longo, por exemplo, você já se perguntou onde os tripulantes descansam dentro da aeronave? E o que acontece se o avião for atingido por um raio enquanto estiver no céu? E o que são os diversos símbolos misteriosos que se espalham pela estrutura dos jatos comerciais? Abaixo, conheça elementos e fatos curiosos que envolvem as jornadas aéreas. 

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1. Piloto e copiloto comem refeições diferentes

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Durante os voos de muitas empresas aéreas, piloto e copiloto comem refeições diferentes. "Como forma de garantir a segurança, há sempre dois tipos de cardápio para piloto e copiloto e cada um deles fica com uma opção. Esta medida garante que sempre haja um comandante apto para a condução do voo, caso um deles sinta-se indisposto após a refeição", informa a companhia Latam. 

2. Comissários têm um "quarto" em voos longos

Divulgação/KLM
Imagem: Divulgação/KLM

Em voos longos, você já reparou que os comissários de bordo "somem" do avião? Muitos, provavelmente, estão descansando em compartimentos equipados com espécies de camas que existem dentro de diversos modelos de aeronaves. Em aviões da KLM, por exemplo, "os comissários possuem um espaço localizado acima da cabine dos passageiros [na foto acima], que podem comportar até oito camas, com cerca de 70 centímetros de largura e 1,95 metro de comprimento", informa a companhia aérea holandesa. "Tanto pilotos e copilotos quanto os comissários de bordo dormem de 1h30 a 3 horas no voo, dependendo do tempo da rota".

3. Raios atingem aviões no ar?

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Sim, isso pode acontecer. Mas as aeronaves são projetadas para enfrentar este tipo de situação. "Os aviões são produzidos para aguentar tempestades e raios", informa a companhia aérea Air France. "Os materiais que compõem as aeronaves são condutores de energia, fazendo com que a descarga elétrica flua pelo avião até ser totalmente expelida pelas suas extremidades. São justamente estas partes, como asas, ponta ou cauda, as que mais recebem este fenômeno, e por isso são reforçadas para que suportem a carga elétrica e dissipem a energia. O interior da aeronave fica totalmente protegido".

4. Luzes apagadas por motivos de segurança

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Em voos noturnos, quase todas as luzes do interior do avião costumam ser apagadas antes da aterrissagem. Isso ocorre para deixar as luzinhas que indicam a direção das saídas da aeronave mais visíveis, facilitando a evacuação dos passageiros em caso de emergência. "Isso também ajuda os olhos dos passageiros a se adaptar ao escuro", informa a empresa aérea KLM. "O objetivo é também propiciar melhor visibilidade do lado externo da aeronave no caso de uma necessidade de evacuação", diz Jacques Godoy, gerente de qualidade da companhia Azul.

5. Qual a nacionalidade de um bebê que nasce no ar?

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Imagem: Getty Images

Há dezenas de países do mundo (como Brasil, México, Argentina e Estados Unidos) que aderem a um conceito chamado "jus soli" ("direito de solo"). "De acordo com este sistema, é nacional do Estado todo aquele que nasce em seu território [e também espaço aéreo], não tendo qualquer relevância a nacionalidade dos pais", informa o ministério das Relações Exteriores do Brasil. Ou seja: se um bebê de pais brasileiros nascer em um avião que esteja sobre os EUA, ele terá direito à cidadania americana.

Já nações europeias e a Austrália, por sua vez, não adotam um conceito irrestrito de "jus soli". São lugares que, para outorgar cidadania ao recém-nascido, exigem que pelo menos um dos país seja cidadão ou tenha residência em seus territórios. 

6. Há "algemas" dentro dos aviões

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Imagem: Getty Images/iStockphoto

Aeronaves comerciais contam com equipamentos de segurança para lidar com pessoas problemáticas durante os voos. E entre estes itens há instrumentos de plástico que lembram algemas que servem para prender as mãos de passageiros que fiquem excessivamente agressivos durante a viagem. Comissários de bordo passam por treinamentos para saber imobilizar encrenqueiros. 

7. Fileira número 13? Não!

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Imagem: Getty Images

Aeronaves de algumas grandes companhias aéreas do mundo não têm a fileira número 13. Isso não ocorre necessariamente porque as empresas acreditam nas superstições envolvendo o número, mas para respeitar as crenças de muitos passageiros. Entre as empresas que baniram as fileiras 13 de seus aviões estão a Air France e a KLM, "pois esse número é considerado azarado em muitos países", informa a assessoria de imprensa das duas aéreas. Nestas companhias, a fileira 14 vem logo depois da 12.

8. Já reparou na espiral do motor?

Divulgação/Rolls-Royce
Imagem: Divulgação/Rolls-Royce

Muitos aviões exibem um detalhe misterioso em sua parte externa: trata-se de um símbolo em forma de espiral que aparece sobre a estrutura do motor e é facilmente visível pelos passageiros antes do embarque. E para que ele serve? Com os motores do avião acionados, estes símbolos giram, alertando as pessoas ao redor (principalmente profissionais que trabalham nas pistas dos aeroportos) para manter distância destas partes dos aviões. É recomendável, por exemplo, ficar a pelo menos quatro metros do motor de um Boeing 737. Este sinal também pode ter a forma de vírgula ou de ponteiro de relógio. 

9. Porta do banheiro 

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Imagem: Getty Images

Cuidado ao se trancar no banheiro para dar uns amassos em outra pessoa. Você não estará totalmente isolado do mundo. As portas dos banheiros das aeronaves têm mecanismos que permitem que elas sejam abertas pelo lado de fora, principalmente pelos comissários de bordo. Trata-se de um dispositivo de segurança que possibilita o acesso ao toalete em situações de emergência.

10. Comissários são treinados para sobreviver na selva

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Imagem: Getty Images

Comissários de bordo encaram detalhados treinamentos de segurança durante sua preparação para trabalhar nas aeronaves. Neste processo, muitos deles aprendem, inclusive, a sobreviver na floresta, caso o avião caia no meio da selva e haja sobreviventes. Os tripulantes são preparados para montar abrigos com destroços dos aviões, a fazer comida colhida no meio do mato e a usar sinalizadores para tentar achar um resgate.

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