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Viagem

De furto no trem a mulheres sedutoras: fuja de golpes comuns no exterior

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

20/06/2018 04h00

Viagens ao exterior podem proporcionar sérias roubadas ao turista. Afinal, viajantes sempre estarão na mira de larápios, que são capazes de fazer encenações dignas de Oscar para tirar dinheiro do forasteiro desavisado. Conheça armadilhas típicas de alguns países do mundo e saiba como evitá-las. 

Ladrões no trem

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O trem entre Praga e Cracóvia é famoso por ser palco de ousados furtos Imagem: Getty Images/iStockphoto

Praga (na República Tcheca) e Cracóvia (na Polônia) são duas das mais lindas cidades do Leste Europeu. Mas há que ter cuidado ao tomar o trem noturno que conecta estes dois centros urbanos (e que é muito usado por turistas que viajam pela região). Não são raros os casos de estrangeiros que sofrem tentativas de furto dentro de suas próprias cabines enquanto dormem (a jornada dura a madrugada inteira).

Isso aconteceu comigo: fiquei em uma cabine sozinho durante a viagem de Praga a Cracóvia. Adormeci sobre um dos assentos com minha bagagem aos meus pés: acordei no meio da noite e vi que o zíper da minha mochila havia sido rasgado e minhas coisas estavam todas reviradas lá dentro. Por sorte, eu carregava todo o meu dinheiro em um compartimento secreto da minha calça e o ladrão não estava interessado nos meus outros objetos de valor (como notebook e câmera fotográfica).

No site Trip Advisor, há relatos de turistas que passaram pela mesma situação: alguns deles aventam a possibilidade de os larápios usarem gás sonífero durante os roubos. Realmente, assustador. O segredo, para este tipo de viagem, é viajar em grupo e deixar sempre alguém acordado à noite. Ou melhor: pegue um avião e não passe por este perrengue.

O golpe do anel

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Não acredite se alguém lhe der um "anel de ouro" nas ruas de Paris Imagem: Getty Images

Você está andando por alguma bela rua de Paris quando, de repente, é abordado por uma senhora, que lhe entrega um anel dourado, que realmente parece de ouro: "você deixou cair isso", diz ela. Ao dizer "não, isso não é meu", a mulher provavelmente irá responder: "mas fique com ele. Hoje é seu dia de sorte. É um anel que não serve no meu dedo".

Muitos turistas, talvez pensando que, em Paris, não há gente desonesta, acabam aceitando o "presente", mas, ao fazê-lo, são acossados pela mulher, pedindo que lhe dê algum dinheiro em troca do anel dourado. Muitas destas senhoras serão insistentes e não irão deixar o estrangeiro em paz enquanto não receber sua gorjeta. E há muita gente que acaba dando o dinheiro para se livrar da mulher. Nem é preciso dizer que o anel não tem nada de ouro. 

A loja fechada

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Área de lojas de produtos típicos conhecida como Khan el Khalili, no Cairo Imagem: Getty Images

Esta é uma armadilha comum em países do mundo árabe e na Índia, onde não faltam lindos suvenires típicos para o turista comprar, mas sobra gente querendo se aproveitar dos estrangeiros. 

Se você estiver em bazares tradicionais como Khan el-Khalili (no Cairo, Egito), o souk de Marrakech (no Marrocos) ou nos bazares de Nova Delhi (na Índia) e perguntar para um nativo na rua onde fica a loja X ou Y, não se surpreenda se a resposta for: "este estabelecimento está fechado, mas vamos na loja de um amigo meu que tem produtos ótimos". Isso acontece muito: se você for até a "loja do amigo", provavelmente terá que pagar preços acima da média e, muitas vezes, será obrigado a lidar com vendedores muito insistentes. 

O melhor a fazer é continuar buscando a loja que estava nos seus planos, pois ela provavelmente não estará fechada. E, nesses países, sempre barganhe na hora de adquirir qualquer produto: a maioria dos vendedores espera que o turista faça isso e, no final, acaba cedendo descontos.

Taxímetro quebrado

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Sempre tente exigir o taxímetro ao pegar táxis ao redor do mundo Imagem: Getty Images

Isso não é algo que acontece muito no Brasil, mas, em diversos países do exterior, é comum que, ao entrar em um táxi, o turista ouça do motorista que o taxímetro está quebrado. Desconfie, pois é bem provável que se trate de uma mentira: o taxista irá provavelmente cobrar um preço bem mais caro do que sairia a corrida no taxímetro. 

Nesse caso, há duas saídas: recusar-se a continuar a viagem e sair do carro ou não deixar para o motorista definir qual será o preço da corrida sem o taxímetro: diga um valor que você acha justo e veja o que o chofer diz. É bem capaz que, ao sair andando do veículo, o motorista peça para você voltar, aceitando o preço sugerido. Este tipo de situação acontece muito em destinos como Tailândia, Jordânia e Buenos Aires. 

Policiais de mentira

Getty Images/iStockphoto
Em alguns países, interagir com a polícia (ou com falsos policias) pode ser arriscado Imagem: Getty Images/iStockphoto

Há que manter a calma ao ser abordado por policiais (ou supostos policiais) nas ruas de certo países do mundo, por mais intimidadores que eles sejam. Recentemente, em uma viagem ao Irã (que, acreditem ou não, é um país seguro), um turista foi abordado por dois homens que se diziam policiais à paisana enquanto tirava fotos da antiga embaixada dos Estados Unidos em Teerã. 

Os supostos guardas pediram para ver o dinheiro do viajante, dizendo que queiram checar se as notas não eram falsas e se ele não tinha comprado aquela grana no mercado negro (algo que alguns turistas fazem, e é proibido, no Irã). O brasileiro, pego desprevenido pelo súbito interrogatório, entregou o dinheiro na mão dos homens (mas não percebeu que, enquanto era distraído por um eles, o outro trocava o seu maço de dinheiro, que era real, por, aí sim, notas falsas). O brasileiro colocou o dinheiro falso no bolso e só percebeu o golpe quando voltou ao seu hotel. 

Situações parecidas como essa podem acontecer em diversos outros países: o segredo, aqui, é ter a calma para avaliar se o pedido do policial (ou suposto policial) é absurdo e, se ele realmente for, pedir para ver sua identificação e, em situações extremas, tentar falar com o serviço consular do Brasil antes de tomar qualquer atitude. 

Ônibus perrengue

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Viajar de ônibus no Nepal pode ser uma pequena sessão de tortura Imagem: Getty Images

Esta situação não envolve necessariamente larápios, mas ocultação de informações que pode prejudicar (e muito) o turista: muita gente, especialmente em época de dólar alto, tem se esforçado para economizar ao máximo em viagens internacionais. Mas há certos países em que o turista tem que pensar duas vezes antes de tomar um ônibus rodoviário (como Bolívia, Nepal e Indonésia). Nestes locais, se puder, invista em viagens de avião. 

As companhias de ônibus destas nações, logicamente, não contam isso para os clientes gringos, mas seus ônibus, em boa parte das vezes, são velhos, sujos e viajam superlotados, com pessoas sentadas no chão do corredor em jornadas que duram mais de 10 horas e, não raro, animais como cachorros circulando entre as pernas dos passageiros. E, de quebra, em países montanhosos como a Bolívia, os veículos percorrem estradas ao lado de precipícios. São aventuras de dar frio na barriga e sem nenhum conforto. 

Mulheres sedutoras

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Em Budapeste, evite aceitar convite de estranhos para tomar cerveja em um bar Imagem: Getty Images/iStockphoto

Budapeste é uma das mais baladeiras metrópoles da Europa, muito frequentada por jovens viajantes do mundo inteiro. Em regiões turísticas da cidade, como nas ruas ao redor do Parlamento Húngaro, há casos de homens solteiros estrangeiros (e que visivelmente são turistas) sendo abordados por belas mulheres para bater um papo.

Às vezes a conversa começa com as garotas pedindo a direção para chegar a algum lugar, ou com um simples "de onde você é?". Depois, as moças costumam chamar o gringo para ir a um bar. Mas é bem capaz que tudo seja uma armação (da qual o dono do bar em questão está participando): após tomar alguns drinques com as mulheres, o turista terá, provavelmente, que pagar uma conta salgadíssima pelas bebidas (que pode chegar a centenas de dólares).

O guia de viagens "Lonely Planet" relata que, se disser que não tem dinheiro, o estrangeiro pode ser escoltado, de maneira intimidatória, pelos seguranças do bar até o caixa eletrônico mais próximo. Este tipo de golpe também acontece em lugares como a Itália.

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