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Islândia: onde se come tubarão e todos são 'parentes' da Björk

Getty Images/iStockphoto
Reykjavik Imagem: Getty Images/iStockphoto

Marcos Candido

Do UOL

16/06/2018 15h07

A Islândia, que segurou um empate com a Argentina neste sábado (11), é a queridinha dos torcedores na Copa deste ano. Por trás da seleção formada por atletas que também são dentistas e cineastas, está um país com histórias e paisagens que remetem aos vikings e onde todos são mais ou menos parentes da cantora Björk.

Um estudo publicado no dia 31 de maio por cientistas europeus traçou o passado genético da Islândia, chegando à seguinte conclusão: todos que moram lá têm algum parentesco genético, que pode ser mais ou menos distante. A análise foi publicada revista "Science" em 1º de junho.

Reprodução
Todos na Islândia são, mais ou menos, parentes de Björk Imagem: Reprodução

A explicação para esse fenômeno não é tão difícil de se entender. Ocupada pelos vikings vindos da Noruega e de seus escravos celtas na década de 870, a ilha não passou por grandes fluxos migratórios ao longo da história. Hoje, a população islandesa fica na casa dos 330 mil habitantes, equivalente à cidade de Ponta Grossa (PR).

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Por esse motivo, é possível até mesmo mapear a proximidade genética da população e descobrir quem foram os ‘pacientes zeros’ de algumas doenças. Os cientistas da deCODE, por exemplo, descobriram que todas as pessoas com asma na Islândia descendem um único casal do século 17.

WikkiCommons
Reykjavík, capital da Islândia Imagem: WikkiCommons

Não à toa, por receber poucos residentes em séculos, o idioma islandês permanece quase o mesmo da idade média, e todos costumam ainda comer o hákarl, um tubarão ártico, com cheiro de amônia, que é desidratado e seco durante meses antes de ser comido e é herdado da culinária viking.

A proximidade entre os islandeses se reflete no dia a dia, e até mesmo na seleção.

Antes das partidas, o técnico Heimer Hallgrímsson costuma fechar um pub próximo ao estádio, reunir torcedores e discutir o esquema tático da seleção. Como ele diz: “todo mundo faz mais de uma coisa na Islândia” devido à pequena população, Hallgrímsson além de técnico é dentista. O goleiro Hannes Halldórsson, por exemplo, também é cineasta.

A união da população, por exemplo, fez com que o país fosse o com os melhores indicadores de igualdade do gênero no planeta. Foi o primeiro, em 2017, a obrigar salários iguais entre homens e mulheres para o mesmo tipo de trabalho. E tudo graças a grupos de mulheres, que no boca a boca, foram chamando umas às outras a sair em paralisações em 1975, reunindo 90% das mulheres na ilha.

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