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Os melhores destinos internacionais para fugir do dólar alto

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

10/05/2018 04h00

Na última terça-feira, 8 de maio, o dólar fechou cotado a R$ 3,569, o maior valor da moeda norte-americana perante o real desde junho de 2016. 

A notícia, provavelmente, não agradou quem planeja fazer viagens ao exterior em breve. Mas nem tudo está perdido: há diversos destinos nos quais o turista tem grandes chances de não ser tão afetado pela alta do dólar e, assim, evitar voltar para casa com um rombo na conta bancária.

São lugares onde é possível encontrar hospedagem, alimentação, transporte e passeios em conta (e que, de quebra, oferecem belas paisagens para seus visitantes). O preço da passagem aérea, provavelmente, não ficará barato, mas este gasto pode ser compensando pelas economias que serão feitas depois que o turista chegar ao destino da viagem (todos os preços citados abaixo estão sujeitos a alterações).

La Paz

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Imagem: Getty Images

A Bolívia é um dos países mais baratos para turistas na América Latina, onde R$ 1 vale quase 2 bolivianos (nome da moeda local). Em La Paz (na foto), principal cidade do país, é possível se hospedar em um hotel na turística rua Sagárnaga (no coração da metrópole) por cerca de R$ 125 para duas pessoas e com café da manhã). Locomover-se por lá é igualmente econômico: uma viagem de táxi entre o centro histórico de La Paz e o descolado bairro de Sopocachi, onde há bons bares e restaurantes, custa cerca de 15 bolivianos (cerca de R$ 7,60). Uma passagem de micro-ônibus na cidade, por sua vez, sai por 1,50 boliviano (pouco mais de R$ 0,70). 

Além disso, come-se uma das principais iguarias nacionais (o tipo de empada conhecida como saltenha) por 7 bolivianos (R$ 3,56). Uma refeição mais completa em um restaurante simples custa aproximadamente 20 bolivianos (pouco mais de R$ 10). E não faltam cartões-postais que podem ser conhecidos gratuitamente por lá, como a linda igreja de San Francisco (com uma arquitetura de estilo de barroco mestiço) e a fotogênica Plaza Murillo, onde está a sede presidencial do governo boliviano. Uma passagem aérea de ida e volta entre São Paulo e Laz Paz chega a custar menos de R$ 1.400.     

Buenos Aires

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Imagem: Getty Images

Mesmo com o dólar caro, há passagens aéreas de ida e volta entre São Paulo e Buenos Aires por preços relativamente econômicos (custando pouco mais de R$ 1 mil para uma viagem feita em junho). Se você estiver com espírito mochileiro, dá para se hospedar em quartos compartilhados de alguns dos bons hostels da capital argentina pagando menos de R$ 40 a noite. Já para uma acomodação em um hotel bem avaliado do site Decolar.com, localizado perto do Obelisco, há diárias por cerca de R$ 210 para duas pessoas. 

Quando a fome bater, é possível encontrar, na região da turística calle Florida, restaurantes com refeições por cerca de 200 pesos (aproximadamente R$ 32). Já um Uber entre a região da Casa Rosada (sede presidencial da Argentina) e o turístico Caminito, na área de La Boca, sai por cerca de 170 pesos (cerca de R$ 28). E é uma atividade gratuita e extremamente prazerosa caminhar pela região central de Buenos Aires e visitar cartões-postais como a Plaza de Mayo, a Catedral Metropolitana da cidade e a avenida 9 de Julio.     

Cidade do México

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Imagem: Getty Images

Passagens aéreas de ida e volta entre São Paulo e a Cidade do México estão custando, para junho, cerca de R$ 2.700. Mas, ao pisar na capital mexicana, o turista consegue passar dias sem gastar muito. Para começar, a metrópole é servida por uma uma extensa rede de metrô, com passagens que custam 5 pesos (R$ 0,90) e que leva o turista para perto de grande parte das atrações turísticas locais, como a praça El Zócalo (onde está a Catedral Metropolitana), o charmoso bairro de Coyoacán e a arborizada avenida Paseo de la Reforma. 

O número de atrativos turísticos gratuitos da Cidade do México, por sua vez, é enorme: entre eles estão a Plaza Garibaldi (onde, à noite, é possível assistir a grupos de mariachis entoando suas canções embalados por violões, violinos e trompetes), o parque Alameda Central (em cuja paisagem surge o fotogênico Palacio de Bellas Artes, na foto, de estilo neoclássico e um dos principais cartões-postais locais) e o Bosque de Chapultepec, que, com 4 km², é a maior área verde da Cidade do México. A diária de um hotel na região central da metrópole chega a custar cerca de R$ 190 para duas pessoas e, na hora da fome, uma deliciosa refeição de comida típica pode ser encontrada por cerca de 120 pesos (pouco mais de R$ 20). 

Santiago

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Santiago é uma cidade que tem sido muito visitada por brasileiros e, apesar de não ser a capital mais barata da América Latina, oferece oportunidades para o turista economizar. Para chegar lá, há passagens de ida e volta saindo do Brasil custando menos de R$ 900. Já no quesito acomodação, a capital chilena tem hotéis com diárias por menos de R$ 250 para duas pessoas (diárias de hostel em quartos compartilhados, por sua vez, chegam a custar menos de R$ 50 por pessoa). 

O preço do metrô em Santiago varia de acordo com o horário do dia, indo de 630 pesos (cerca de R$ 3,50) a 760 pesos (R$ 4,20). Para curtir uma refeição em um restaurante simples da cidade, dá para gastar 4.000 pesos (cerca de R$ 25). E uma taça de vinho em um bar da boêmia e turística região da Bella Vista sai por 1.600 pesos (aproximadamente R$ 9). E vale lembrar: passear por lugares como a Plaza de Armas e o Mercado Central são atividades gratuitas para fazer por lá.   

Cidade do Cabo

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Imagem: Getty Images

Há voos de ida e volta entre São Paulo e a Cidade do Cabo, com escala em Johannesburgo, custando, para junho, menos de R$ 2.500. Ao chegar à mais bonita cidade sul-africana, o turista pode admirar lindas paisagens sem necessariamente gastar horrores. Passear pelo V&A Waterfront, uma agradável área à beira-mar revitalizada, é gratuito, assim como é fazer uma caminhada pela lindíssima Long Street, recheada de construções de linda arquitetura. 

Para circular com estilo e conforto pela Cidade do Cabo, vale a pena fazer um tour com os ônibus de dois andares (e cujo topo oferece visão panorâmica) da marca City Sightseeing Tours, que, por pouco mais de US$ 17 (cerca de R$ 60), oferecem passeios que duram boa parte do dia e que passam pela maioria dos principais cartões-postais locais. E, para se hospedar por lá, há pousadas com diárias de menos de R$ 180 para duas pessoas. E há as orlas na região da cidade, como as lindas praias de Clifton, com areia branca perfeita para se deitar e pegar um bronze.  

Belgrado

Getty Images/iStockphoto
Imagem: Getty Images/iStockphoto

Quer curtir a Europa em época de real desvalorizado e não quebrar ao passar as férias gastando euros? Se a resposta for sim, vá para o leste do Velho Continente, especialmente para uma cidade que é pouco conhecida dos brasileiros, mas tem muito a oferecer: Belgrado. A capital da Sérvia mistura lindos monumentos históricos, paisagens arborizadas banhadas pelo lendário rio Danúbio e uma vida noturna povoada por gente bonita e onde as cervejas e copos de rakia (a bebida destilada amada pelos nativos) custam poucos reais. 

A passagem para ir de São Paulo a Belgrado não é barata (cerca de R$ 5.200 ida e volta), mas, ao chegar lá, o turista irá se deparar com um dos menores custos de vida da Europa. Ficar em um hotel bem avaliado e bem localizado com café da manhã chega a custar menos de R$ 130 para duas pessoas. Se o espírito for mochileiro e a intenção for ficar em um hostel, uma diária em um quarto compartilhado chega a custar menos de R$ 30 por pessoa. E uma boa refeição na cidade pode ser encontrada por cerca de 600 dinares (aproximadamente R$ 20). E não faltam passeios gratuitos para fazer por lá, como o parque Kalamegdan (que abriga uma fortaleza e oferece vista para o rio Danúbio) e a rua Skardalija (uma das mais lindas do Leste Europeu e cheia de barzinhos). 

Bangcoc

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Cidade de Bangcoc, na Tailândia Imagem: Getty Images

Viajar para a Tailândia, no outro lado do mundo, não é barato: para junho, há passagens de ida e volta entre São Paulo e Bangcoc custando cerca de R$ 4.600. O investimento, entretanto, tende a compensar, porque, ao chegar lá, o turista poderá explorar uma cidade que costuma divertir e que quase sempre é extremamente barata. 

Uma hospedagem em um hotel bem localizado da capital tailandesa chega a custar menos de R$ 100 para duas pessoas (e alguns têm até piscina). Locomover-se na metrópole tampouco custa muito: é preciso negociar o preço de antemão com muitos motoristas, mas raramente a corrida sai mais de 200 baht (aproximadamente R$ 22). E espere pagar o mesmo preço (200 baht ou R$ 22) para comer uma saborosa e bem servida refeição típica em algum restaurante de Bangcoc. Um tour de barco pelo rio Chao Phraya (na foto, uma das atividades mais legais para fazer por lá) sai por aproximadamente 180 baht (cerca de R$ 20).  

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