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Conheça o vilarejo do Japão que afirma abrigar o túmulo de Jesus Cristo

Thor Hestnes/creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en
O túmulo que seria de Jesus Cristo fica na vilarejo japonês de Shingo Imagem: Thor Hestnes/creativecommons.org/licenses/by/3.0/deed.en

Marcel Vincenti

Colaboração para o UOL

13/04/2018 04h00

O Japão é famoso por seus templos budistas, mas, no remoto vilarejo de Shingo, no norte do território nipônico, é uma cruz que chama a atenção de nativos e turistas.

Fincado em uma colina recheada de árvores, o símbolo marca o túmulo que seria de um homem que, aos 21 anos, deixou a região da Judeia e, depois de viajar por milhares de quilômetros, chegou ao território japonês para adquirir conhecimentos divinos.

A história contada em Shingo

Diz a história que ele teria morado no Extremo Oriente até os 33 anos, quando decidiu retornar a Judeia para espalhar seus ideais religiosos. Após este regresso, porém, foi perseguido por causa de sua fé e condenado à crucificação. Escapou da morte e viajou novamente ao Japão, onde morreu aos 106 anos de idade, de causas naturais. Seu nome: Jesus Cristo.

Ficção para muitos, esse relato é tido como verídico em Shingo.

Vera46/www.flickr.com/photos/vera46/1220257930
No vilarejo de Shingo, placa explica como Jesus teria ido parar no Japão Imagem: Vera46/www.flickr.com/photos/vera46/1220257930

O túmulo que seria de Jesus é hoje uma atração turística na área, com sinais na estrada indicando sua localização e viajantes do mundo inteiro indo até lá para ver de perto a sepultura (que é um simples amontoado de terra coroado pela cruz e protegido por um cercado branco). 

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O irmão de Jesus

Ao cruzar o vilarejo com menos de 3.000 habitantes e chegar perto da cova, os turistas leem, em uma enorme placa colocada perto do túmulo, mais detalhes desta história fantástica: Jesus teria tido um irmão chamado Isukiri, que, reza a lenda local, o acompanhou em sua jornada de regresso a Judeia e se ofereceu para ser crucificado em seu lugar, o que salvou a sua vida (um túmulo em homenagem a Isukiri também existe no local).

Segundo a história, ao voltar ao território nipônico, Jesus teria se dedicado a trabalhar como agricultor. Há relatos que afirmam que ele se casou e teve três filhos. 

Douglaspperkins/Creative Commons
Shingo fica em Aomori, uma região com paisagens remotas no norte do Japão Imagem: Douglaspperkins/Creative Commons

Não à toa, Shingo se define hoje, no idioma japonês, como "Kirisuto no Sato" (algo como o "Lar de Cristo"). Sem outros atrativos turísticos de grande relevância, isso acabou virando um grande instrumento de autopromoção para o local.

Do Japão a Caxemira

O cristianismo é adotado por cerca de 1% da população japonesa e existe a teoria de que, na verdade, o suposto túmulo de Jesus abrigue o corpo de um missionário cristão do século 16, quando a religião iniciou empreendimentos para penetrar em território nipônico. 

A sepultura de Shingo já recebeu até visitas de grandes personagens políticos: em 2004, o então embaixador israelense no Japão, Eli Cohen, esteve no local e deixou lá uma placa oficializando a amizade entre Shingo e Jerusalém.

Localizado a cerca de 6500 quilômetros de Tóquio, Shingo, porém, não é o único lugar do mundo fora de Israel que, hoje, se define como o local do sepultamento de Jesus.

Varun Shiv Kapur/www.flickr.com/photos/varunshiv/6133523923
Há histórias que também afirmam que o corpo de Jesus está dentro deste templo da Caxemira Imagem: Varun Shiv Kapur/www.flickr.com/photos/varunshiv/6133523923

Na região da Caxemira, localizada no norte da Índia, há um templo que, segundo crenças locais, abriga o corpo de Jesus: trata-se de um pequeno edifício que fica na cidade de Srinagar e se chama Roza Bal.

É um grupo muçulmano conhecido ahmadiyya que afirma que o filho de Maria está lá. Para eles, Jesus foi um profeta e sobreviveu à crucificação. Ele teria então viajado à Caxemira para continuar seu ministério junto às tribos perdidas de Israel, que teria membros vivendo na região da Índia na época. 

Porém, grande parte dos muçulmanos da Caxemira (o islã é religião majoritária nesta área indiana) nega essa teoria, o que faz do Roza Bal um local recheado de controvérsias. Mas, assim como acontece em Shingo, atrai turistas ávidos por ouvir histórias incríveis.

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